O aeroporto em frente
que dá na gente a Distância.
Na pemba aberta na mata
é só raiz e diambá
piramba abaixo grolonga
o rastafó rola-moça
onde Brasil Despenhou.
Dispois o sol quadralando______
cresta as boninas, oreiras:
eu nunca soube gravata
e paletó cento e vinte.
Daqui pralém marajó
só deu ladeira em descida
cachorro magro indo empós
o povo em mó de Tranqueira
enquanto Escuro
apaga todas as árvores.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Acontecimento da Poesia(Ao amigo Ricardo Chacal)
A poesia não tem dia
nem tem hora marcada.
Não é cartaz de parede
nem mourão de amarrar cavalo,
ou privilégio de casta______
será de todos os homens
ou de ombro Nenhum.
É bricabraque mascavo
rastafariço adjunto
a todo ebó giraMundo.
Inesperada, Acontece.
Arquitetada, medida - às vezes -
às vezes ponto de Nunca.
A poesia
(principalmente)
Acontece. Se faz de Tudo
e por Nada, baixando Solta
onde haja médium querente.
Indo ao contrário de Alguns:
Imprescindível o sujeito
as coisas chãs, objetos
cidades bares
infâncias.
Repara: Às vezes gorro e Saci
num rebordó catifundo
ela arregaça as carrancas
ela adelgaça, Esvoaça.
Por isso um toque de Sopro,
um tom de flauta e fagote
chovendo ali na roseira.
Ela esmaltada descasca.
Inesperada é bem vinda:
É mesmo aí que Acontece.
nem tem hora marcada.
Não é cartaz de parede
nem mourão de amarrar cavalo,
ou privilégio de casta______
será de todos os homens
ou de ombro Nenhum.
É bricabraque mascavo
rastafariço adjunto
a todo ebó giraMundo.
Inesperada, Acontece.
Arquitetada, medida - às vezes -
às vezes ponto de Nunca.
A poesia
(principalmente)
Acontece. Se faz de Tudo
e por Nada, baixando Solta
onde haja médium querente.
Indo ao contrário de Alguns:
Imprescindível o sujeito
as coisas chãs, objetos
cidades bares
infâncias.
Repara: Às vezes gorro e Saci
num rebordó catifundo
ela arregaça as carrancas
ela adelgaça, Esvoaça.
Por isso um toque de Sopro,
um tom de flauta e fagote
chovendo ali na roseira.
Ela esmaltada descasca.
Inesperada é bem vinda:
É mesmo aí que Acontece.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Os Mundos(Para o amigo Lucas Viriato)
Entre dois raios de pensamento
no quarto pendurado pela memória
um fio apenas liga a eternidade
aos alçapões
da massa bruta do Corpo.
Nos jardins claros
árvores vestindo amarelo, estátuas vestidas
de musgo
sob olhares de pedra.
Ventos de outono andam espalhando aromas
dum Cinza futuro onde homens
levantam na voz do pássaro______
serão de frágil linho
os fios antes de cobre
quando as janelas da Casa
não virem mais os braços da Estátua,
nem subirem mais o Corcovado.
Até que da casa Eterna
som dos saxofones arrancará das Memórias
toda lembrança de um Corpo___e os anjos subirem todos
levando de volta os olhos,
dois ouvidos Cansados.
Então minha alma se erguerá do Tempo.
no quarto pendurado pela memória
um fio apenas liga a eternidade
aos alçapões
da massa bruta do Corpo.
Nos jardins claros
árvores vestindo amarelo, estátuas vestidas
de musgo
sob olhares de pedra.
Ventos de outono andam espalhando aromas
dum Cinza futuro onde homens
levantam na voz do pássaro______
serão de frágil linho
os fios antes de cobre
quando as janelas da Casa
não virem mais os braços da Estátua,
nem subirem mais o Corcovado.
Até que da casa Eterna
som dos saxofones arrancará das Memórias
toda lembrança de um Corpo___e os anjos subirem todos
levando de volta os olhos,
dois ouvidos Cansados.
Então minha alma se erguerá do Tempo.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Templares(Pro Amigo Luis Turiba)
Ninguém se engane, que o Tempo_____
magano à solta em procissão de Corte_____
anda cigano entre a gente
desrebitando narizes,
plantando pontos finais
onde eram vírgulas
e mais fetiches de Sonho.
É Desembêsto, não pára.
Sou eu, parasintático gosmilho de espirro cósmico
quem pára à frente dos sinais,
indiferente à cor mostrada nos semáforos.
Me paro à frente dos outros,
sem me agredir dos trompaços
e lembrancinhas amorosas à mãe.
Sou EU quem para à frente da janela,
sem me bater passarinha
à banda toda lá embaixo
berrando que só carolina não Viu.
Mais grave é meu coração
parado à frente do Tempo.
E ele, andando solto, Magano
desconchavando os narizes
e estoporando os chorares
não dá___nem ganja nem vírgula____
distribuindo___isso Sim____
rodopiões de finales
em ponto mais que Final
um Tapa na cara dos homens:
que todo sonho, afinal
o Tempo leva pela mão embora.
magano à solta em procissão de Corte_____
anda cigano entre a gente
desrebitando narizes,
plantando pontos finais
onde eram vírgulas
e mais fetiches de Sonho.
É Desembêsto, não pára.
Sou eu, parasintático gosmilho de espirro cósmico
quem pára à frente dos sinais,
indiferente à cor mostrada nos semáforos.
Me paro à frente dos outros,
sem me agredir dos trompaços
e lembrancinhas amorosas à mãe.
Sou EU quem para à frente da janela,
sem me bater passarinha
à banda toda lá embaixo
berrando que só carolina não Viu.
Mais grave é meu coração
parado à frente do Tempo.
E ele, andando solto, Magano
desconchavando os narizes
e estoporando os chorares
não dá___nem ganja nem vírgula____
distribuindo___isso Sim____
rodopiões de finales
em ponto mais que Final
um Tapa na cara dos homens:
que todo sonho, afinal
o Tempo leva pela mão embora.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
História Possível(Sobre o Fla X Flu que decidiu o campeonato carioca de 1995, vencido pelo Tricolor com um gol "espírita" no finalzinho do jogo)
Mandinga de pai Zuzé
na pembação de Bangu.
Dia seguinte Fla X Flu
gol de barriga Arrupio!
Banzé na Gávea abatida
_____Marafo bão do paizão,
arruda ilê de Aruanda
e tudo o mais zabelê
virou quizomba
no centenário dos outros...
na pembação de Bangu.
Dia seguinte Fla X Flu
gol de barriga Arrupio!
Banzé na Gávea abatida
_____Marafo bão do paizão,
arruda ilê de Aruanda
e tudo o mais zabelê
virou quizomba
no centenário dos outros...
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Copérnicus
Mulher, você me surgiu
assim chegada de outro Horizonte,
onde oboés-Passarinhos
e árvores azuis ordenam o canto
de corais Imensos,
e tudo é chão de Emaús.
Você me surgiu
vestida em tons de marfim,
os pés de bronze
entre os erês-Girassóis:
e foram Tarde e Manhã
neste deserto de chumbeira e asfalto.
Nefilins avançam do Norte
junto de bancos e trustes. Mas olho as nuvens,
sorrio: São teus olhos de veludo escuro
que passeiam junto de pianos velozes,
e pareceu que andei pedindo seus braços
desque foi Mundo o mundo.
Mulher, somos as almas
que acordarão em cântaros
um novo Tempo.
assim chegada de outro Horizonte,
onde oboés-Passarinhos
e árvores azuis ordenam o canto
de corais Imensos,
e tudo é chão de Emaús.
Você me surgiu
vestida em tons de marfim,
os pés de bronze
entre os erês-Girassóis:
e foram Tarde e Manhã
neste deserto de chumbeira e asfalto.
Nefilins avançam do Norte
junto de bancos e trustes. Mas olho as nuvens,
sorrio: São teus olhos de veludo escuro
que passeiam junto de pianos velozes,
e pareceu que andei pedindo seus braços
desque foi Mundo o mundo.
Mulher, somos as almas
que acordarão em cântaros
um novo Tempo.
domingo, 16 de outubro de 2011
Inventário
Manhã, no quintal dos outros.
Aqui meus serões costurando noites
numa mortalha comprida.
Há pelo menos dez anos
que morro, bebendo leite de lata
das encruzilhadas, pensando coxas e seios
que Nunca me viram nu.
Já fui de tudo, fumaça negra dos carros
e cocô de cabrito,
toquei viola e zabumba
pra maluco dançar,
fui papagaio de "apóstolos"
catando a vida em Gramacho.
Desaprendi passarinhos ,
hoje faz ponto num canto
necessário urubu. Segue o Seco
em desabar catedrais.
Aqui meus serões costurando noites
numa mortalha comprida.
Há pelo menos dez anos
que morro, bebendo leite de lata
das encruzilhadas, pensando coxas e seios
que Nunca me viram nu.
Já fui de tudo, fumaça negra dos carros
e cocô de cabrito,
toquei viola e zabumba
pra maluco dançar,
fui papagaio de "apóstolos"
catando a vida em Gramacho.
Desaprendi passarinhos ,
hoje faz ponto num canto
necessário urubu. Segue o Seco
em desabar catedrais.
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