segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mazelefrência(Soneto Inglês, n.º 23)

Eu vejo um mundo Caduco,
onde hominídeos estranhos
banzura de Esquisitância
e festa Bêsta de ossanha____

Vaiaram no Circo Voador
o Prometeu que lhes tocara  Fogo,
desnecessária a  lembrança:
Lá dentro  andam  faltando as Asas...

Jumência  que vai mais Longe:
A rosa que deu no asfalto
morreu nos anos faz - Muito,
gastura de nunca Mais_____

é Torta a reta de agora,
socorro meus Zabelês.







Soneto Inglês, n.º 22

Luz que no terraço do mundo
muda de Cor: Naquela cruz
um Deus troca de Essência,
saindo livre a ala das baianas

e demais caveiras: Latinas gregas
hebraicas. A bateria da Portela
navega o espaço do céu
junto do filho pródigo,

cantando novas Sementes:
 Formas que vão nascer
no ventre de moças-Aves,
grande aparato do Encanto_____

Tempo enfim  se Aposenta
das  lamparinas do  mundo.




domingo, 18 de novembro de 2012

Soneto Inglês, n.º 21

Kambonos-anjos nos atabaques,
desligaram o dia. Noite agora
por  Tudo. Dez tantos do melhor trigo
adormecendo  no campo,

esbórnia santa do Hóspede.
Mais tarde, treva Taluda,
mequetrefes mexem na terra
com dedo  torto: Bode que deu

foi Coisa: plantaram junto do trigo
uns jererês do Demônio,
história que deu na Porta
do ouvido de todo o mundo_____

Quando  acabália  for Tudo
quem foi "qual", se Verá.

sábado, 17 de novembro de 2012

Soneto Inglês, n.º 20

Faz frio faz chuva. Manhã
de facas flores  Celenças
e mais saltérios e estradas,
onde irecês Curimãs 

Meu passo à pé  jacarengo
nas ruas todas  paguás
dos  aguapés se agarrando
que nem preguiça nas árvores,

cinzária a cara do céu,
onde trovejam dez surdos
da bateria da Portela,
sentando o lenho aguaçalho_____

Marracachorra de chuva
nas cinco Salas da gente!

Morticinália(Para a amiga Lucinha)

Num circunlóquio ajuntúrico
onde mandar Manhattan pros Beleléus
é mais o mesmo que  Nada______
a gente  anda esfolando  os gadanhos
na  brita do não-se-Ver,
que  as almas,  todas Nenhumas,
se entendem  
de um jeito Não:

São  multitudes  peçonhas
groló de mais  Não-pessoas
por essas praças  esquinas....

Ninguém não Vê  seus espelhos
há muito estepes  roncolhos
engolir  tantra  das bandas  largas_____
jardináceos  andam  sem flor
depois das torres de petróleo
surfarem nos oceanos
e os céus  chorarem  lágrimas  ácidas.

Crocodilências mungubam
pelos bueiros roncós, paredes fogem  gritando
num paroSSismo em que os homens
já passaréu  dos  Infernos_____

visagens  morticinálias
dum futurama  Cabinda:

Vão  multitudes-Peçonhas,
groló de mais  Não-pessoas
por essas praças esquinas....

Soneto Inglês, n.º 19

Montar os ventos  em pêlo,
beber  o orvalho dos  pianos.
Destabocar-se de olhar
o que não  vige  Alcançável_____

a Paz espera  à mesa
do Hóspede, sê-lhe  conforto,
ombro  amigo. Come do pão,
bebe o vinho. Abraça  os homens

como se  pássaros  Fossem.
Lembra: Mamaste  peitos  de pedra
na busca  submarina
onde aprendeste  teu  Nome_____

embarcadouro  Preciso
para  o ofício  da Alma.

Onze de Novembro(Soneto Inglês, n.º 18)

Num tava prevista  a Festa,
e já que veio: Hecatombe!!
De ajuêlho e rezança
deu  Tricolor nas  Cabêça,

dispois dos noves  de Fora.
No céu fuzarca, ganzás
com os muitos onzes
que já vestiram o "Sacrário"

no  rola-bola  da História:
Marcos  Romeu  zé-Preguinho
Pinheiro  Telê  e Ademir,
seu  Nelson  de  mor-Maestro_____

as Graças  do João de Deus
sorriram  pro meu  Tricolor!