Eu vejo um mundo Caduco,
onde hominídeos estranhos
banzura de Esquisitância
e festa Bêsta de ossanha____
Vaiaram no Circo Voador
o Prometeu que lhes tocara Fogo,
desnecessária a lembrança:
Lá dentro andam faltando as Asas...
Jumência que vai mais Longe:
A rosa que deu no asfalto
morreu nos anos faz - Muito,
gastura de nunca Mais_____
é Torta a reta de agora,
socorro meus Zabelês.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Soneto Inglês, n.º 22
Luz que no terraço do mundo
muda de Cor: Naquela cruz
um Deus troca de Essência,
saindo livre a ala das baianas
e demais caveiras: Latinas gregas
hebraicas. A bateria da Portela
navega o espaço do céu
junto do filho pródigo,
cantando novas Sementes:
Formas que vão nascer
no ventre de moças-Aves,
grande aparato do Encanto_____
Tempo enfim se Aposenta
das lamparinas do mundo.
muda de Cor: Naquela cruz
um Deus troca de Essência,
saindo livre a ala das baianas
e demais caveiras: Latinas gregas
hebraicas. A bateria da Portela
navega o espaço do céu
junto do filho pródigo,
cantando novas Sementes:
Formas que vão nascer
no ventre de moças-Aves,
grande aparato do Encanto_____
Tempo enfim se Aposenta
das lamparinas do mundo.
domingo, 18 de novembro de 2012
Soneto Inglês, n.º 21
Kambonos-anjos nos atabaques,
desligaram o dia. Noite agora
por Tudo. Dez tantos do melhor trigo
adormecendo no campo,
esbórnia santa do Hóspede.
Mais tarde, treva Taluda,
mequetrefes mexem na terra
com dedo torto: Bode que deu
foi Coisa: plantaram junto do trigo
uns jererês do Demônio,
história que deu na Porta
do ouvido de todo o mundo_____
Quando acabália for Tudo
quem foi "qual", se Verá.
desligaram o dia. Noite agora
por Tudo. Dez tantos do melhor trigo
adormecendo no campo,
esbórnia santa do Hóspede.
Mais tarde, treva Taluda,
mequetrefes mexem na terra
com dedo torto: Bode que deu
foi Coisa: plantaram junto do trigo
uns jererês do Demônio,
história que deu na Porta
do ouvido de todo o mundo_____
Quando acabália for Tudo
quem foi "qual", se Verá.
sábado, 17 de novembro de 2012
Soneto Inglês, n.º 20
Faz frio faz chuva. Manhã
de facas flores Celenças
e mais saltérios e estradas,
onde irecês Curimãs
Meu passo à pé jacarengo
nas ruas todas paguás
dos aguapés se agarrando
que nem preguiça nas árvores,
cinzária a cara do céu,
onde trovejam dez surdos
da bateria da Portela,
sentando o lenho aguaçalho_____
Marracachorra de chuva
nas cinco Salas da gente!
de facas flores Celenças
e mais saltérios e estradas,
onde irecês Curimãs
Meu passo à pé jacarengo
nas ruas todas paguás
dos aguapés se agarrando
que nem preguiça nas árvores,
cinzária a cara do céu,
onde trovejam dez surdos
da bateria da Portela,
sentando o lenho aguaçalho_____
Marracachorra de chuva
nas cinco Salas da gente!
Morticinália(Para a amiga Lucinha)
Num circunlóquio ajuntúrico
onde mandar Manhattan pros Beleléus
é mais o mesmo que Nada______
a gente anda esfolando os gadanhos
na brita do não-se-Ver,
que as almas, todas Nenhumas,
se entendem
de um jeito Não:
São multitudes peçonhas
groló de mais Não-pessoas
por essas praças esquinas....
Ninguém não Vê seus espelhos
há muito estepes roncolhos
engolir tantra das bandas largas_____
jardináceos andam sem flor
depois das torres de petróleo
surfarem nos oceanos
e os céus chorarem lágrimas ácidas.
Crocodilências mungubam
pelos bueiros roncós, paredes fogem gritando
num paroSSismo em que os homens
já passaréu dos Infernos_____
visagens morticinálias
dum futurama Cabinda:
Vão multitudes-Peçonhas,
groló de mais Não-pessoas
por essas praças esquinas....
onde mandar Manhattan pros Beleléus
é mais o mesmo que Nada______
a gente anda esfolando os gadanhos
na brita do não-se-Ver,
que as almas, todas Nenhumas,
se entendem
de um jeito Não:
São multitudes peçonhas
groló de mais Não-pessoas
por essas praças esquinas....
Ninguém não Vê seus espelhos
há muito estepes roncolhos
engolir tantra das bandas largas_____
jardináceos andam sem flor
depois das torres de petróleo
surfarem nos oceanos
e os céus chorarem lágrimas ácidas.
Crocodilências mungubam
pelos bueiros roncós, paredes fogem gritando
num paroSSismo em que os homens
já passaréu dos Infernos_____
visagens morticinálias
dum futurama Cabinda:
Vão multitudes-Peçonhas,
groló de mais Não-pessoas
por essas praças esquinas....
Soneto Inglês, n.º 19
Montar os ventos em pêlo,
beber o orvalho dos pianos.
Destabocar-se de olhar
o que não vige Alcançável_____
a Paz espera à mesa
do Hóspede, sê-lhe conforto,
ombro amigo. Come do pão,
bebe o vinho. Abraça os homens
como se pássaros Fossem.
Lembra: Mamaste peitos de pedra
na busca submarina
onde aprendeste teu Nome_____
embarcadouro Preciso
para o ofício da Alma.
beber o orvalho dos pianos.
Destabocar-se de olhar
o que não vige Alcançável_____
a Paz espera à mesa
do Hóspede, sê-lhe conforto,
ombro amigo. Come do pão,
bebe o vinho. Abraça os homens
como se pássaros Fossem.
Lembra: Mamaste peitos de pedra
na busca submarina
onde aprendeste teu Nome_____
embarcadouro Preciso
para o ofício da Alma.
Onze de Novembro(Soneto Inglês, n.º 18)
Num tava prevista a Festa,
e já que veio: Hecatombe!!
De ajuêlho e rezança
deu Tricolor nas Cabêça,
dispois dos noves de Fora.
No céu fuzarca, ganzás
com os muitos onzes
que já vestiram o "Sacrário"
no rola-bola da História:
Marcos Romeu zé-Preguinho
Pinheiro Telê e Ademir,
seu Nelson de mor-Maestro_____
as Graças do João de Deus
sorriram pro meu Tricolor!
e já que veio: Hecatombe!!
De ajuêlho e rezança
deu Tricolor nas Cabêça,
dispois dos noves de Fora.
No céu fuzarca, ganzás
com os muitos onzes
que já vestiram o "Sacrário"
no rola-bola da História:
Marcos Romeu zé-Preguinho
Pinheiro Telê e Ademir,
seu Nelson de mor-Maestro_____
as Graças do João de Deus
sorriram pro meu Tricolor!
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