sábado, 1 de dezembro de 2012

Soneto Inglês, n.º 35

Renasço da estrada Antiga
onde na velha estância
aguardo os magos chegarem
do longe mais Oriente

para adorarem o Hóspede
inda menino, brumária curva,
os mil  cantares do homem
nunca mais chão de Inocência 

nas pedras lá de Congonhas,
onde me espreito no Antônio
e seus cinzéis-Escribantos
pra de outra vez Recontança:

A estrada antiga onde  Tudo
foi nova história  Nascida.



Soneto Inglês, n.º 34

Num ponto do paço as Pedras,
sussurro de nuvens-Tantra:
Os séculos dentro do Espelho,
partido, como os verões Passados.

Casas   rangendo  histórias
onde um suspiro de Infância
inda escapança da Noite,
apenas pausa nos Cinzas:

Sânscritos  mais desescritos,
o mais de sol que restara
agora são noves-Fora ,
portas de novo Erradas

Nisto que presságio, e Pressa:
É  Vária a dor, e Avara a vida.


Soneto Inglês, n.º 33

Parte do que sinto  me Anoitece,
erê-bissau  mamulengo, enormidez
fedente a mais relógios Torcidos.
No rosto  a descrentura  mais  Crassa____

Rosácea  à véra? Ruíra,
e de araucária  partida
a chuva  gorda. Fez sol depois,
valência em Nada, que eu visse.

Alguém que acaso me Ouvisse?
Pudesse achegos, Talvez
mas no recinto onde a  treva
é posseira:  Conversa muita é besteira.

Parte do que sinto me Anoitece,
outono-Mar que me  leva....

Soneto Inglês, n.º 32

Decâmero  o coração
de mais razões num  Segundo:
Preparo um   Canto____  as marés,
filhas da lua .

Então que no terraço do mundo
a lampadosa do Encanto:
Formas dormindo, cubos verdes
no ventre de moças-Aves.

Os homens soltos  no espaço
andando toda a Memória
são muitas ruas, países,
depois talvez haja  Sono:

De mesmo um bom desenredo
nas antesalas do Tempo.

Soneto Inglês, n.º 31

Mar de outonos num céu
mais árvores decotadíssimas
pela tesoura dos homens, onde  Existo
outubro de marés Molências

e mais aguanças  minguadas,
curimba de marimbondo quando é fumaça
nos Córnos, quisera das primaveras
um tantra louco  onde as flores_____

Cantárcia de amaralinas mais ávidas,
oboessências-Manhãs. Mas as quimeras-Pernaltas:
A noite esperiamente mais  Vasta!
Sem reza que surtisse música.

Visto os outonos, Existo,
a chama esgalga em ladeirança  Abaixo.

Soneto Inglês, n.º 30

À beira do antimundo me debruço:
Pensando o mundo que talvez Seria
se os homens todos e seus curumins
andassem no chão dos pássaros

e fossem mesmo mais Aves
em vez de estátuas de engrenagem e terno,
gadanhentas de amianto e lágrima,
pluriinimigas da música

e de tudo que lembrasse árvore.
Mas crescem braços-minutos
no rumo onde mais homens sem Rosto
se perdem  no sem-retorno do Tempo.

À beira do antimundo um desespero Maduro:
arrulho-Cisne das  pessoas-Aves.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Soneto Inglês, n.º 29

O reino das Não-pessoas anda espreitando
em cada vez mais  Estância
nos corações outrora amantes do sol,
do sal do mar de Ipanema:

São anjos que perderam as  Asas
erguendo altares ao dólar
e dizimando as florestas com mão
de ferro, os olhos cheios de petróleo

onde eram lágrimas Antes, 
turumbamba armado em Bode e Cachaça
no ventre das Cinco Salas,
treva mais e mais  Rente_____

O ranço das Não-pessoas
é cada vez mais  Estância.