domingo, 2 de junho de 2013

Paisagem Cânha, nº 1(Para o amigo Pedro Rocha)


Des-aniceto____o que é? Amalga márama
das onze da noite, Jaçanã  -
Trem de novo
se pariceira vem depois

a Manhã...

Direis ouvir  Cores  mil

no breu Subúrbio das tocas?
A flor do lácio  não-culta
é toda eflúvios do bardo 
saltando  ebós-Desenredo...

No engenho à mó

maniçoba,
engulhêra: Quarto de tango
e o resto
rumo dos  Quintos,
deixada Fora
toda esperança aos entrantes...

De então se ouvir nos altares:

irmãos Ramil  prum mundo canho
urumbevam____

Porto Alegre,

Tchau.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Bosque Antigo(Soneto Inglês, nº 51)

No bosque antigo o mês setembro
por Tudo . Noite alta já.
Três mulheres de pedra
vigiam - lhe os passos.

O ar como que enchido
em grandes poços  cabindas,
no céu por sobre a planície
ela Senhora, a lua negra.

As três mulheres de pedra
dançam a Roda, gargalham em seis idiomas
grandes árias  do  Êxtase. Primavera aparece
montando coches de bronze____

são vagalhões da  Memória
sobre a largura da  Terra.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Visões de São Mármaro, nº 0 - (Versão soneto inglês, nº 50)

Por onde livros não falam
das guilhotinas da Noite
andam meus gês Parecis____
cruz nos olhos  Embora.

Passam cavalos de bronze
levam nos dorsos
virgens brancas de Europa
sobre as estátuas de Pedra.

Vão nuvens grossas, vermelhas
sobre as esteiras de Hagar
no mar de Ilhéus onde
os começos de Tudo____

um sopro banto do Hóspede
antes do último  Pássaro.

Outonos(Versão soneto inglês, nº 49)

O coração numeroso anda em Silêncio.
Procuro um rosto____
a luz que Oscila
anda sem olhos a cidade inteira.

E se acabaram os homens,
já não cabe discutir  as flores.
Procuro um rosto____
e dos espelhos  vejo terraços

sobre oceanos desertos, a tempestade
move as entranhas dum Mar
onde são galeões digeridos
tudo que Resta, e não sou mais

nem  Isto____ visto os Outonos,
desenredos me  Existem.

domingo, 26 de maio de 2013

Soneto Inglês, nº 48(Ao meu irmão Phelipe Chiarelli)

Desfilismina a cantiga desse povo todo
aboitatado e fudido enquanto a bossa em Brasília
é tão finória em roubalheira mais
Crassa: Fregue ancora em noitescência

maiúscula  enquanto nos cultos dom feliciano
pede os cartões e aleluias de cambulhada
buzinando a massa, mais delúbios de troco
amarfanhados onde o cu faz bico.

Pós depois se descobre que a festança é Cara
pra demais da conta e paga o pato o salário
desmilinguido arrombado dos zé-brasis
que Nós somos - escangalhança pra  Metro____

A história entrando no pinto, saindo
no pé do pato: Mas(Merda!) é tudo Verdade.

Soneto Inglês, nº 47

Como engomar Vila Sézamo
com tinta acrílica murcha
é meu bozó desquebranto
manzanzando fuga dessas

gatas biônicas, que mascam fumo
com os pés e reformatam Darwin
pra me bater. Inúteis nos teleféreos
serafins cantando as armas e o

varão no esbregue a toque banto
de caixa; edifícios fogem levantando
as saias e mijando cromo no Rebouças
calombado em Sépia, empós as cores

Defuntas: Em Brasília  dezenove horas
e o senadão marfundado na Bosta.

sábado, 25 de maio de 2013

Boi Morto(Soneto Inglês, nº 46)

Meu lado esquerdo  anda  Espaço,
Issá  clareira  onde folgadamente
esse terceiro dia. Porém boi morto ele-Deus,
e jaqueline sepulta é mais bonita

que os anjos. Pelas encostas
desvestimento:  Altares, velas ofícios
porque mais homens mastigando espingardas,
já não direi Passarinho.

Da nuvem grossa de raios um minotauro
sobre os cabelos das árvores, mais boi
todo Espantosamente. O resto: Nada,
maus grolós  na Cidade do Samba.

Meu lado esquerdo era espaço,
não tem mais Onde esse terceiro dia.