Eu existo pra ver o Fim dessa baiúca que
chamam de Mundo, quando as estrelas e a Virgem
chutarem os homens de seus pretensos altares,
de suas panóplias Descaralhadas:
Preciso ver Sarravulho nos furamburos
desses mulambos que se acham Coisa,
ver Madalena Maria, que teve o Nome
jogado em fosso niceno,
as obras do Aleijadinho julgando todos
os homens, corais Imensos no céu
regidos por Jaime Ovalle, ver riobaldos jarins,
grandes pequenos indo pra UM de dois mundos____
de um lado as bodas do Hóspede, do outro
os Quizabruns dos infernos. Visto de ida, e CABUM !
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Poema sobre os Muros do Século(Versão soneto inglês, nº 55)
E são carnésias, Espaços, estrada em que
folgadamente uns atabaques de Outubro
andam dez pássaros na direção
onde o Capão do Bispo destila escravos
que morrem Nunca, embora a Voz do Brasil
siga o discurso do rei contrário a toda
Memória, isso porque Paris valia mesmo
dez missas, e eram "razões de Estado".
Geraldo Erê Viramundo olha o dragão nas areias
dela Ipanema onde andam ilhas do
doutor Moreau nas redes de futevôlei,
não vendo os fogos do Abismo, ali Rente.
Meu povo, que te fiz Eu, que te fiz Eu
meu povo meu povo, que te fiz Eu??
(Imagem: Julie Heffernan)
folgadamente uns atabaques de Outubro
andam dez pássaros na direção
onde o Capão do Bispo destila escravos
que morrem Nunca, embora a Voz do Brasil
siga o discurso do rei contrário a toda
Memória, isso porque Paris valia mesmo
dez missas, e eram "razões de Estado".
Geraldo Erê Viramundo olha o dragão nas areias
dela Ipanema onde andam ilhas do
doutor Moreau nas redes de futevôlei,
não vendo os fogos do Abismo, ali Rente.
Meu povo, que te fiz Eu, que te fiz Eu
meu povo meu povo, que te fiz Eu??
(Imagem: Julie Heffernan)
Canção da Manhã
Entre certo junho e outro setembro
mercadores chegam à porta da cidade,
ao canto do primeiro pássaro.
Sol desfaz do Neguev
manto da neve dormida,
posso lavar meu rosto
enquanto a governanta prepara o café,
mesma água
Irá buscar beija-flores no bosque em frente,
concede-nos Senhor a paz de Simeão
entre setembro e entre junho
e nossas contas a esperar na sala.
Entre certo junho e outro setembro
me sento à mesa do café,
com duas espadas no bolso. Recordo os filhos do trovão,
sorriem apenas meus olhos:
em Londres neste momento
o parlamento estuda sanções
contra africanos e árabes, imigrantes presos
por terem fome e sede de Justiça.
Rogai por nós Virgem Santa
rogai por nós Pecadores
pois consumimos petróleo em nossas mesas de almoço
e danificamos o azeite e o vinho, chamando Nosso
todo o inventário do Demônio,
e há quinze instantes morremos
pela palavra e por água.
Deus disse: São estes ossos caídos
que hão de vir pelas esquinas do Eufrates?
Então retornaram os Ventos
para dentro do profeta
que terminou seu café.
Num certo junho,
noutro setembro.
( Iris, de Vincent Van Gogh. Foi pintado apenas um ano antes de sua morte, em 1890)
mercadores chegam à porta da cidade,
ao canto do primeiro pássaro.
Sol desfaz do Neguev
manto da neve dormida,
posso lavar meu rosto
enquanto a governanta prepara o café,
mesma água
Irá buscar beija-flores no bosque em frente,
concede-nos Senhor a paz de Simeão
entre setembro e entre junho
e nossas contas a esperar na sala.
Entre certo junho e outro setembro
me sento à mesa do café,
com duas espadas no bolso. Recordo os filhos do trovão,
sorriem apenas meus olhos:
em Londres neste momento
o parlamento estuda sanções
contra africanos e árabes, imigrantes presos
por terem fome e sede de Justiça.
Rogai por nós Virgem Santa
rogai por nós Pecadores
pois consumimos petróleo em nossas mesas de almoço
e danificamos o azeite e o vinho, chamando Nosso
todo o inventário do Demônio,
e há quinze instantes morremos
pela palavra e por água.
Deus disse: São estes ossos caídos
que hão de vir pelas esquinas do Eufrates?
Então retornaram os Ventos
para dentro do profeta
que terminou seu café.
Num certo junho,
noutro setembro.
( Iris, de Vincent Van Gogh. Foi pintado apenas um ano antes de sua morte, em 1890)
domingo, 18 de agosto de 2013
Soneto Inglês, nº 54(Pro meu irmão Allan Souza)
Manhã domingo haaaja Cedo
na sumidão do relógio que
nem dez horas Avisa. Leseira boa___
ela Chuva pelas janelas, lá fora
desce os braços das árvores,
entrando na gente pelos ouvidos
sem dá-Licença. Pra completança
de-Arruda ali perto um sabiá
Cantarola, lavando num momentó meus velórios
junto do agueiro, e num repente delírio
brincando Encanto nos sulcos marcas
do rosto onde ela vida Bateu.
Gente assim num secundório Tanto
um girassol do tamanhão do Mundo.
na sumidão do relógio que
nem dez horas Avisa. Leseira boa___
ela Chuva pelas janelas, lá fora
desce os braços das árvores,
entrando na gente pelos ouvidos
sem dá-Licença. Pra completança
de-Arruda ali perto um sabiá
Cantarola, lavando num momentó meus velórios
junto do agueiro, e num repente delírio
brincando Encanto nos sulcos marcas
do rosto onde ela vida Bateu.
Gente assim num secundório Tanto
um girassol do tamanhão do Mundo.
sábado, 17 de agosto de 2013
Cantiguinha(Versão soneto inglês, nº 53)
Queria do mar as ondas de traz-Infância:
Aquelas que sopram veludo
sobre teus pés, dos ventos um cicio em Flauta
a te encantar de carícias.
Queria a verve em laranja
dos sabiás cantadores
pra te acordar quando as manhãs
subissem o alto de teus olhos escuros
e então sorrisses... queria as chuvas também
que choram Vida sobre os terraços
do Encanto, onde Morena governas
meu poemário, e te diria outra vez:
Que andei mil léguas de Mundo pra me perder
ao te Encontrar nesta vida...
Aquelas que sopram veludo
sobre teus pés, dos ventos um cicio em Flauta
a te encantar de carícias.
Queria a verve em laranja
dos sabiás cantadores
pra te acordar quando as manhãs
subissem o alto de teus olhos escuros
e então sorrisses... queria as chuvas também
que choram Vida sobre os terraços
do Encanto, onde Morena governas
meu poemário, e te diria outra vez:
Que andei mil léguas de Mundo pra me perder
ao te Encontrar nesta vida...
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Manhã(Versão soneto inglês, nº 52)
Tons de rubro descem a copa das árvores,
alguém sopra as últimas estrelas:
Manhã se veste de azul,
primeiros pássaros: Oboés.
No céu por cima da gente
poucas nuvens andam de bicicleta,
trombones hoje de folga. Girassóis
retomam a dança interrompida.
Um último anjo noturno
recolhe as asas, boceja: Vento responde
nas folhas, a linha do horizonte
abraça a vida que inda não Sabes.
Olho teu corpo dormindo, sorrio:
Tempo de semear pianos pelos jardins.
alguém sopra as últimas estrelas:
Manhã se veste de azul,
primeiros pássaros: Oboés.
No céu por cima da gente
poucas nuvens andam de bicicleta,
trombones hoje de folga. Girassóis
retomam a dança interrompida.
Um último anjo noturno
recolhe as asas, boceja: Vento responde
nas folhas, a linha do horizonte
abraça a vida que inda não Sabes.
Olho teu corpo dormindo, sorrio:
Tempo de semear pianos pelos jardins.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Paisagem Cânha, nº 4
Manhã seis horas Jacarepaguá.
Na geremário óia o sino do Zaccaria
chamando quirieleissão.
Gente prepara o rush
junto do pão, do café. Dia mais um____
Suçuarana que nem
minino entrás de pipa voada.
Pelos varais das retinas
jagunçam braços homões
num aboio a Vida
em carreirão desembêsto
coisa fabungo trem.
Só lá
pras cinco da tarde Luxeio____
se pensa a morte da bezerra.
Na geremário óia o sino do Zaccaria
chamando quirieleissão.
Gente prepara o rush
junto do pão, do café. Dia mais um____
Suçuarana que nem
minino entrás de pipa voada.
Pelos varais das retinas
jagunçam braços homões
num aboio a Vida
em carreirão desembêsto
coisa fabungo trem.
Só lá
pras cinco da tarde Luxeio____
se pensa a morte da bezerra.
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