Simbora falar: Causo à mó ver
menina de treze anos tocando os
ainda não muito seios e na janela
um demônio soprando espelhos
nos olhos dela depois
eu conto o bode que Deu
enquanto os Três pressentem a mulher madura
naqueles olhos e neles quase dois seios que
na mesma rua Jandiniro Aparício também nos treze vai
buscar na punheta essa menina o pensamento pensando
que a punheta é certo ver espinhas na cara
Os Três prevendo também -
quando ela em frente do espelho
pensando os seios que talvez chegança
e a festa dos quinze anos -
for a bruaca madura de rosto sem jardinagem
num cemitério velório mais quatro filhos chorando o
Jandiniro obeso que morreu 'nfartado.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Serenade(À memória de Glenn Miller - escrito no Santo Scenarium, rua do Lavradio, centro - RJ, em 11/09/2013, ouvindo uma big band de bolso tocar "Moonlight Serenade")
Não fosse
teu som Lunário entrando à força nas Cinco Salas -
como a Folia no iridó das Geraes -
em nesse bar onde me esqueço à vida
meu pranto era talvez coisenorme
muito mais cérbero que as três cabeças
já ladrerentes nos condôs
iriMim....
Viva tu donde estejas, Glenn-Serenade
Miller dos anzóis pereira....
teu som Lunário entrando à força nas Cinco Salas -
como a Folia no iridó das Geraes -
em nesse bar onde me esqueço à vida
meu pranto era talvez coisenorme
muito mais cérbero que as três cabeças
já ladrerentes nos condôs
iriMim....
Viva tu donde estejas, Glenn-Serenade
Miller dos anzóis pereira....
Cantiguê Tristirim
Vida.
Nas ondas que marejou
dez tantos, de cem
Saudades.
Corridos lúnio, solstício___
daronde o mar me Morria,
encôche
de trás-o-Tempo.
Nascido: Signo táureo, porém de sumo:
Potoca. O Méier, isso certeza, merece, e
já viu macheza
milhó.
Mulher em flor não vi não
no tempo de zé-Minino
enquanto que os outros zés
numericavamxibiusnosvestiáriosdasaulasdeeducaçãofísica
e Mor mangavam de mim. Gastura gastura Quanta (!),
itabirana - de Ferro ___
me vi chimango de Nunca
desque mirim.
Dispois vivi (vivi?)
no igrejo roncó
batendo palma pra maluco
temendo o forno do inferno
enquanto apóstolos
' nfiavam dólar no cu.
Visti batina à Calvino
enquanto vida me rancava o couro,
relei nos trinta assim virgím, virgím
fulgêncio em Nada
dotô de Nada, pimpão
de nem Pisurubas, merdúrio-mor
sim senhores
vida bateu
Botocuda, brutanimária
daronde NADA
' ssa sonhêra que insiste
pra chumbulência dispois, isso bem desque
faz Muito. Trocadejando,
ói resumo___
vida: Nas ondas
que marejou
dez tantos de cem Saudades. Fugidos
lúnio, solstício, encôche
de trás-o -Tempo.
ERA onde o mar me Morria.
Nas ondas que marejou
dez tantos, de cem
Saudades.
Corridos lúnio, solstício___
daronde o mar me Morria,
encôche
de trás-o-Tempo.
Nascido: Signo táureo, porém de sumo:
Potoca. O Méier, isso certeza, merece, e
já viu macheza
milhó.
Mulher em flor não vi não
no tempo de zé-Minino
enquanto que os outros zés
numericavamxibiusnosvestiáriosdasaulasdeeducaçãofísica
e Mor mangavam de mim. Gastura gastura Quanta (!),
itabirana - de Ferro ___
me vi chimango de Nunca
desque mirim.
Dispois vivi (vivi?)
no igrejo roncó
batendo palma pra maluco
temendo o forno do inferno
enquanto apóstolos
' nfiavam dólar no cu.
Visti batina à Calvino
enquanto vida me rancava o couro,
relei nos trinta assim virgím, virgím
fulgêncio em Nada
dotô de Nada, pimpão
de nem Pisurubas, merdúrio-mor
sim senhores
vida bateu
Botocuda, brutanimária
daronde NADA
' ssa sonhêra que insiste
pra chumbulência dispois, isso bem desque
faz Muito. Trocadejando,
ói resumo___
vida: Nas ondas
que marejou
dez tantos de cem Saudades. Fugidos
lúnio, solstício, encôche
de trás-o -Tempo.
ERA onde o mar me Morria.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Ábaco(Versão soneto inglês, nº 58 - À memória de Mário de Sá-Carneiro)
Às vagas de um não conter-Me -
imensas, fartas, tão... Diluviais -
Avulta agora um lembrar de quanto pode
em seus arnês-Deserto a lua Negra,
e seus dragões subsequentes...
Erguer-se a brisa sem tugirem folhas...
pairar de abelhas onde NÃO as flores...
e tudo em roda a primavera Jacinta___
como se o Ferro dessas nuvens: assim
vivente desque Mundo esse mundo -
meus passos seguem xeréns desconformes
orixás descalçados de benguês, Monções___
pra trás - cores sóis, aguaçais, a Vida
agora - sombras, noitidão Infinda.
imensas, fartas, tão... Diluviais -
Avulta agora um lembrar de quanto pode
em seus arnês-Deserto a lua Negra,
e seus dragões subsequentes...
Erguer-se a brisa sem tugirem folhas...
pairar de abelhas onde NÃO as flores...
e tudo em roda a primavera Jacinta___
como se o Ferro dessas nuvens: assim
vivente desque Mundo esse mundo -
meus passos seguem xeréns desconformes
orixás descalçados de benguês, Monções___
pra trás - cores sóis, aguaçais, a Vida
agora - sombras, noitidão Infinda.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Agosto(ou Elegia Cragoatenta)
Trocentas, e mais saudades. Há muito um cós desandô
des-zabelê juriti ver dentes maus
Suçuarana, quê
viola Quebrada, o quarto Roto
rés cabrocha mais Nunca,
os japurás dos espelhos
Desconformência___
inás Jacintas desque boitempo
mundo sem Passaredo....
morrentes dez ' carnações
daronde Agosto
erês de Mim nos Escuros....
Dodecaedro(Para a amiga Lucinha Ramos)
Poesia, coisa cotó
mal-Segura.
Porém bucéfalos pégasos ômicles belerofontes,
albinelefantes. Transponderentes.
E sobretudo o sol, de miricores
Vestido. Sem nem ciência
nem trêta. Por isso há que se escrever
inda que nu de docências,
e apesar delas.
É mesmo bestage grossa
a gente se amofinência
por causo dela Palavra? Seja.
Mas seja também, rapazes,
aquilo capitão Rodrigo
dizente ao velho Amaral
"mas fico. Mas fico. Mas Fico".
Pra isso niente cabrália
nem valhamão catecismo
nem cagação padrenóstia de cambulhada livro de receitas
nem ripolices, achaques - nem mesmo os meus - ói só:
se comem "uns", é boca-livre pra comerem cem,
mais cem mais cem mais cem mais cem
Mil____
coisa cotó mal-Segura,
amofinência, falácia,
blá. Luta mais vã
lutar com palavras, ' ticetrital. Porém
bucéfalos pégasos belerofontes,
albinelefantes. Um nada, tá. Mas tarambéééém
bota aí que cem Tudos,
ver ao Quadrado.
mal-Segura.
Porém bucéfalos pégasos ômicles belerofontes,
albinelefantes. Transponderentes.
E sobretudo o sol, de miricores
Vestido. Sem nem ciência
nem trêta. Por isso há que se escrever
inda que nu de docências,
e apesar delas.
É mesmo bestage grossa
a gente se amofinência
por causo dela Palavra? Seja.
Mas seja também, rapazes,
aquilo capitão Rodrigo
dizente ao velho Amaral
"mas fico. Mas fico. Mas Fico".
Pra isso niente cabrália
nem valhamão catecismo
nem cagação padrenóstia de cambulhada livro de receitas
nem ripolices, achaques - nem mesmo os meus - ói só:
se comem "uns", é boca-livre pra comerem cem,
mais cem mais cem mais cem mais cem
Mil____
coisa cotó mal-Segura,
amofinência, falácia,
blá. Luta mais vã
lutar com palavras, ' ticetrital. Porém
bucéfalos pégasos belerofontes,
albinelefantes. Um nada, tá. Mas tarambéééém
bota aí que cem Tudos,
ver ao Quadrado.
sábado, 7 de setembro de 2013
Mulher de branco mostrando as costas(Inspirado na pintura "Mulher", de Eduardo Arguelles, exposta no bistrô da livraria Prefácio, Botafogo-RJ. Para a amiga Ana B.)
Azuis respiram sinos cochambrando Sempres
onde terraços nos ares,
nuvens chovem pra Cima.
Ela bulhó Legião, todos os sonhos
do Mundo. E girassóis,
azuis num súbito Encanto,
farfalhéus edifícios
em caiporas
de sapatilhas pela névoa do quarto.
As costas sabem Universo
que se delira em escala
degraus acima enquanto anjos canhotos
desligam máquinas de asfalto.
Deixar que siga dançando
o Sono,
lençóis de nuvens
carinhando o quarto.
onde terraços nos ares,
nuvens chovem pra Cima.
Ela bulhó Legião, todos os sonhos
do Mundo. E girassóis,
azuis num súbito Encanto,
farfalhéus edifícios
em caiporas
de sapatilhas pela névoa do quarto.
As costas sabem Universo
que se delira em escala
degraus acima enquanto anjos canhotos
desligam máquinas de asfalto.
Deixar que siga dançando
o Sono,
lençóis de nuvens
carinhando o quarto.
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