terça-feira, 15 de outubro de 2013

Soneto Descavernoso( Soneto Inglês, nº 61)

Quando nasci, meu mundo cabia no
Méier. Alguns mandaram presentes, o
anjo torto, Inclusive. O tempo
era Carranca em Brasília. Entonces

foi nesse imbró que me Vim. Depois cresci,
caxanguei. Toquei piano, batina,
mais violão e punheta. Não me casei,
não morri. Não fiz nem filho nem grana,

sei javanês-Urutu. No carnaval  -
Portelense  - no futebol Tricolor.
Também  já fui carbonário, pra nunca
mais ver tenórios  -  sejam tucanos ou

sapos. Trabalho o Som das palavras,
e espero  Adormecer  (bem) Sorrindo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Curtim(Para a amiga Lucinha Ramos)

Poemo.
 Aos mais navegantes
'sse Lembrê, curtim:

Pra riba
de enflorescência, de 
malazártia por dentro
das Cinco Salas da gente,
mode maior a quizomba:

ocês,
Poemem-Se .

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Capim

....de  cacorés  e outras formas
de coração Derrancário, flor que à vera
Capim depois de litros de sonho darem costados
no raso morto da praia, jacírias 
de horizontares e outros chapins-Esperança
ver quinze mortes___
 mais  telhados Nenhuns, garrancho:
  de inás-Garoa por Tudo,
erês amargos, pau-ferro
de sempre Nuncas.







Fraia

' Manhece. No céu por cima
a máquina de nuvens. Trombones
solfejam kyries enquanto as folhas das árvores
escancarança mil bocas
(antesalas da ceia,
ali Rente).

Meu quarto
quatro braços
para o quintal, terra escura não Sabe
mas o fartum
do aguaranzéu zanzário em foz de Cheirume____

Derranquidão na cinzura
com gosto de zinco e morte
que travancava espinhaço
os olhos alma num Tudo
quando o relógio
inda era quinta
e tantas horas de choro....

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estudo em forma de Sono, nº 4

Estavam num mesmo lado(o Esquerdo, chave do peito)
a casa antiga o quintal
o pé de rosa-Minina que parecia esses bonsais -
modês hoje em dia ....

No mesmo lado ela chuva
que desde sempre me foi Manhã
mestra de meus levares
mais Vóaros junto de  portas que sempre abriam
pra corredores  em cima d'água____

as caravelas  que foram Longe
levando todos meus Eus
prum mundo-Sono,
desTempo....


Modício do bungo Só

                                           "o mago sem condão, o Esfinge Gorda..."(Mário de Sá-Carneiro)
Entonces vida, medrária:
de  malaugúrio, parca
de Norte, prenhê
desse modício do bungo Só
que levo nos lábios____
secos Nenhuns

espúria nos barrancês
do que primeiro vira
carlos magro e ' fajeste:

hoje se beija amanhã não
dispois druminga
e na segunda ninguém sabe
o que Será

entonces troncho o luxeio
onde Mim: esse gepê gorduroso
que Nunca não viu mulher
em pêlo no quarto virgem____

medrária a vida, eu disse:
de merdassanha  futunda
inútil, mória____

___ Fidida.

domingo, 6 de outubro de 2013

Cais de Agosto

Um cais
de  Agosto onde os perfis
são ferro tresandando Escuros
e mais finais de horizontes.... no rosto
Nébulas onde restara em cor um sopro
das últimas cores em dança....

escape mais Impossível
das órbitas onde trezentas Mortes,
os portos falam de Séculos 
sem voz de lídias, joões
nem tranço de Passaredo____

um cais
nos breus-Profundura,
vão-se Embora meus braços.
                                                (02 de outubro, 2006)