quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Petrékio(Soneto Inglês, nº 62, à memória de Antonio Petrek, pintor paranaense)

Cidade dos homens: vi as horas 
andarem ruas inteiras
querendo aboio dos pássaros,
atrás de espelhos-Mistério.

Nuvens cambonam raios,
falam trovões sobre os ouvidos
já fartos de politices,
desabam tardes sobre edifícios

e sobre os carros  despidos
de seus cavalos. Vi centauros e peixes
apagando o sol, deixando a sala 
 (em silêncio), a própria música

dormir no fundo dos Mares,
na cidade dos homens.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Futúrio

Tésis: erês-de-Homem
quaisquer  -  isso demais  Certezura  -
já podem  Vênias
com a morte despois
de se Plantarem num filho.....



Soneto Descavernoso( Soneto Inglês, nº 61)

Quando nasci, meu mundo cabia no
Méier. Alguns mandaram presentes, o
anjo torto, Inclusive. O tempo
era Carranca em Brasília. Entonces

foi nesse imbró que me Vim. Depois cresci,
caxanguei. Toquei piano, batina,
mais violão e punheta. Não me casei,
não morri. Não fiz nem filho nem grana,

sei javanês-Urutu. No carnaval  -
Portelense  - no futebol Tricolor.
Também  já fui carbonário, pra nunca
mais ver tenórios  -  sejam tucanos ou

sapos. Trabalho o Som das palavras,
e espero  Adormecer  (bem) Sorrindo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Curtim(Para a amiga Lucinha Ramos)

Poemo.
 Aos mais navegantes
'sse Lembrê, curtim:

Pra riba
de enflorescência, de 
malazártia por dentro
das Cinco Salas da gente,
mode maior a quizomba:

ocês,
Poemem-Se .

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Capim

....de  cacorés  e outras formas
de coração Derrancário, flor que à vera
Capim depois de litros de sonho darem costados
no raso morto da praia, jacírias 
de horizontares e outros chapins-Esperança
ver quinze mortes___
 mais  telhados Nenhuns, garrancho:
  de inás-Garoa por Tudo,
erês amargos, pau-ferro
de sempre Nuncas.







Fraia

' Manhece. No céu por cima
a máquina de nuvens. Trombones
solfejam kyries enquanto as folhas das árvores
escancarança mil bocas
(antesalas da ceia,
ali Rente).

Meu quarto
quatro braços
para o quintal, terra escura não Sabe
mas o fartum
do aguaranzéu zanzário em foz de Cheirume____

Derranquidão na cinzura
com gosto de zinco e morte
que travancava espinhaço
os olhos alma num Tudo
quando o relógio
inda era quinta
e tantas horas de choro....

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estudo em forma de Sono, nº 4

Estavam num mesmo lado(o Esquerdo, chave do peito)
a casa antiga o quintal
o pé de rosa-Minina que parecia esses bonsais -
modês hoje em dia ....

No mesmo lado ela chuva
que desde sempre me foi Manhã
mestra de meus levares
mais Vóaros junto de  portas que sempre abriam
pra corredores  em cima d'água____

as caravelas  que foram Longe
levando todos meus Eus
prum mundo-Sono,
desTempo....