segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Esboço ibó ver Escuro

Todo um Sonhário
lonjura  de mim-Menino:
 rocilho  assim Descabraque
' sse arremê que respiro....

Me suicidam desfolhes
de parangués à solta nos baroléus
onde ombros nus de Retrato,
meu rosto
de não-Revólver,
 noites brancas de Susto....

Relumes
de sempre Nuncas: azuis-Mulheres em vão
rezando pra mode uns lúnios
quezim de  Cor, mas capirotos-Delúbios
com dedo Torto: 

uns fuzuês 
 não-Jardins, meu quarto Só:

___esboço ibó ver Escuro.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Soneto Inglês, nº 64(Para a amiga Emanuela Helena)

Mundo-Caim, quéde Amarildo?  - 
 perguntam os Três enquanto o resto dos homens
 imola as últimas árvores, não vendo
 o tiro no pé, nem as bocas do inferno

com seus mortos num Quizumbró  -
lembrança Amarga de um mundo
que deixa os homens sem  Rosto
antes da mão do Carrasco.

Na mesa Antiga de pedra secaram
os braços de Mar, dragões dinamitaram terraços  -
levavam ao coração do Hóspede  - hoje as palavras
estão na boca das armas, são cais desertos

o que ainda gritam os altares. O mais: barrício
  de erês-Culturas  Jacintas.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Soneto Inglês, nº 63

As nuvens: aimaras enormes,
parecem saber meu Nome.
Agosto dança as marés 
mas vi, Senhora, a lua negra.

No bosque antigo as estrelas
plantam mandioca na terra,
fertilizam mulheres
sob a largura do tempo.

Esferas e ampulhetas dançam
a semente do poeta futuro.
O filho pródigo despenteia horizontes,
abraça o amigo, o inimigo

lanternas de fogo nas mãos:
estrada  para Emaús.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Petrékio(Soneto Inglês, nº 62, à memória de Antonio Petrek, pintor paranaense)

Cidade dos homens: vi as horas 
andarem ruas inteiras
querendo aboio dos pássaros,
atrás de espelhos-Mistério.

Nuvens cambonam raios,
falam trovões sobre os ouvidos
já fartos de politices,
desabam tardes sobre edifícios

e sobre os carros  despidos
de seus cavalos. Vi centauros e peixes
apagando o sol, deixando a sala 
 (em silêncio), a própria música

dormir no fundo dos Mares,
na cidade dos homens.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Futúrio

Tésis: erês-de-Homem
quaisquer  -  isso demais  Certezura  -
já podem  Vênias
com a morte despois
de se Plantarem num filho.....



Soneto Descavernoso( Soneto Inglês, nº 61)

Quando nasci, meu mundo cabia no
Méier. Alguns mandaram presentes, o
anjo torto, Inclusive. O tempo
era Carranca em Brasília. Entonces

foi nesse imbró que me Vim. Depois cresci,
caxanguei. Toquei piano, batina,
mais violão e punheta. Não me casei,
não morri. Não fiz nem filho nem grana,

sei javanês-Urutu. No carnaval  -
Portelense  - no futebol Tricolor.
Também  já fui carbonário, pra nunca
mais ver tenórios  -  sejam tucanos ou

sapos. Trabalho o Som das palavras,
e espero  Adormecer  (bem) Sorrindo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Curtim(Para a amiga Lucinha Ramos)

Poemo.
 Aos mais navegantes
'sse Lembrê, curtim:

Pra riba
de enflorescência, de 
malazártia por dentro
das Cinco Salas da gente,
mode maior a quizomba:

ocês,
Poemem-Se .