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sábado, 29 de abril de 2017

Historiânio em vinte mil quadros(À memória de Jorge de Lima. Para Luciana Moraes)

Era uma vez em Condeúba um buteco
feito pra acabar os homínidas - mesmo aqueles 
pra quem a vida eram ainda semi-garranchos
de seios amanhecidos.

No largo da carioca gravatas de 1 real gritaranham
que demoniões escancaram o Abismo 
e o bar é qualquer rua agora,
justuramente, Praticumbum: povoloréu
esqueceriendo as candongas, e as putas,

e demais fúcsias de levantar Âncora.
Era uma vez a pomba do grão-Telhado 
que desvestiu elas hélices e foi - de novo -
a guerra atrás das cortinas 

como os ladrões de Nossa Senhora 
que nunca mais ninguém Viu
nos chacos do Paraguai________

"_____Candinho 'ambora logo pra dentro 
olha as correntes de ar" - eu vi minino,
e era avô de se encostar(inteiro) num poste
país que é mais dos ombro' Ninhum,

era uma vez a serpente, e o pano Ornário
que vai Dar na serpente, era uma vez 
meu tio pregando fogo no corredor 
e na estante Totônio Rodrigues 
dizendo que era em São José,

escreve escreve, seu profetuldo seu côrno
escreve cartas aos rios -
samarco evém trazendo Cospíche
que nem as estátuas beberam_________

e mais além eu vi os anjos crescerem -
que este barquêto, país, cambúca, pocilga véia -
não é nem nunca foi pra amadores,

desnecessário dizer que as rezas pro Boi Zuzé
também não dão mais de comer às roseiras,

que aliás evaporaram
quando o sol botou Cabeleira:

e catabruuum era uma vez de uma Vez 
os homínidas.

(Escrito ouvindo "Momoprecoce", para piano e orquestra,
de Heitor Villa-Lobos)

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