terça-feira, 19 de agosto de 2014

Balada Xínzia

Entonces bora, de empós
eles Noves: fudência a dança
dessa incarnária pauleira
mais carpideiras sem reza
que valha missa____

a Vida, madra e padrasta. Não quero, tetrarca,
milonga alguma de truz
ou malazárcias nublárias
que não respirem Malunga
a moça que entalvez Helênea: ela sozinha
as três  mulheres do sabonete Araxá.

Rizível tudo que  Mais  -
são brumas xínzias ver mamelucas
malucas de abrir  Quentuços  pra boto
erês Cavalas  cussaruins e quebrantos
de nem meu Padim dar mais Jeito____

dispois  mais Nada, nem fátima nem tia nastácia
nem pastorinhas nem vinhas
nem de Emaús esse terceiro dia:

Não quero Nada, tetrarca, 
sejam mundéus deles ouros
copacabanas haréns____

quero ver nela Helena, as três mulheres
do sabonete Araxá.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

São Mármaro na cova dos leões(Pros amigos Ulisses Areias, Axa Paula, Aline Miranda, Victor Colonna)

Inté que........tá. Sou mar. Porém sargácico,
repleto de Várzeas, sofrências, tremoços Moucos,
zarabelês em quase  risos  Nenhuns____

( mesmo  escabeche  defunto
servido à trupe dos piás em Gaza
e que mundo-Corno  desvê
isso apesar do sangue nos olhos
dentes ronqueiras das filhas e filhos
de Raquel e Léia....)

once upon, Fui: onde eram Leiras de trigo
e também fossavam gerúndios pêjos em Cor
( haviam praças naquele tempo, haviam árvores,
crianças e babás brazundando )
e ainda cabiam  sorrisos
para a ilha de manhattan
sem cogumelos  Matantes
caídos do céu.

Meu carnaval  Desandó
nas lérias de intendência  Jacinta,
Esparta  à mó que  traída(seus trezentos)
pelo Roncôlho  corcunda  filhodaputa  -
e isso que o mar ainda nem
ziriguidum  de casaca
e fraque de ver-Sertão,
sou eu____

Sargaços, várzeas  que  Só
bozó-Distroncho  tão zeguedé
ainda metido  a mar...

____ mas  Qual.

sábado, 26 de julho de 2014

Cinzário(Soneto Inglês,nº 84.Desentranhado a partir de original de Constanza Muirin. Para a amiga Flavia Martins)

Tarde ancora seus traques: sobre a Memória.
A música do espaço anoitece antes, e
gárgulas  do que não-Fui destilam gritos
sobre escadas que sobem sempre sem réstia

ou mais ebós de Chegança, e tudo é sopro
de lugares  Nenhuns correndo pelas aléias
quais monstrurosos  caporas. Chuvas chegaram
Não  pra desbotar o Cinzário  nos costerões

do meu sono, candongo a portas  Trancadas.
Por isso a forja da Espera  tem mais candós
que os braços-Árvores  dela esperança,
seus verdes há muito postos  em Bruma____

setenta rostos olham do espelho, ridentes:
gárgulas de escadarismos  Defuntos.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Estudo Novo

Todo esse mar  viés-Púrpura
que  adivinho nos teus olhos: marchecas
dos carnavais que não Voltam, isso porque
de-Escuro os dominós que vestimos
sem madagásquio e sem véus
e sem cantigas tropeiras
andando a serra do mar,

vontade-Arrulho, descafundós:
sair montado à carvão nos rocins, em cujo lombo os mininos
( sacis carvoeiros )
deixam cair pela rua
os sarravulhos que dez velhinhas encurvadas
irão depois recolher

___ ê carvoêro!!  E tascalhões de chicote
nos ombros do mundo
que eu Desandó carregando:
mais Prometeu desossado  imposto ao público gáudio
nos braços da estátua-Mãe
há muito virgem  
de ver inás e mais flores, todo um Setembro  purpúreo
um dia em búzios  nesses  teus olhos____

tão  mar,  e  foi-se  Embora
igual  felicidade.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Gazaréu(À memória das crianças e civis mortos em Gaza, palestina. Pro amigo Luis Turiba)

Depois das sarças arderem até seus últimos talos
e não mais Serem, depois que na grã-Varsóvia não mais:
 nem visgo de ossos e peles dos quinhentos mil
que nela andavam em setembro de 1939

pergunta ao pássaro se erês-ubaldos te desdirão
as cabreúvas  parcas, Jacintas 
com que as cidades dos homens agora vestem
seus jaburéus pintados com o sangue dos   piás
que pelos trombos de Gaza
bailarilhérias  de novas caras
da mesma e véia Mortalha tão mãe desses generais
e mais prepostos tresandando enxofre
nas cem manhattans  do mundo

pergunta, pergunta ao pássaro
onde andarão primaveras
e zabelês de setembros  de cambulhada às lérias de prata
nesse tacão sugismundo que brinca nas caras todas
e brande inércia nas rodas de pai francisco
maneta de seus violões, a gente andando e não vendo
nem mesmo uns miguilins de candeia
iluminando essa Trevura maldita

Varsóvia mudou de sítio, ancora em Gaza 
e seus pedrumes pintalgados em sangue
ninguém não vendo que os Três 
chegaram ao fim de sua enorme lombeira
que na verdade eram troqueus de Emaús
tentando à força a salvação de nóis Tudo, mas Qual:
o cheiro-Bó do jacinto
é tudo que essas narebas Solfejam  enquanto às tontas no céu
vão serafins bradando a plenos pulmões
sentença desse mundão  Roncolhó:

" ai de vós escribas e fariseus Hipócritas que bem coais um mosquito
pra engolir   trezentos camelos, eis sobre vós o sangue dos piás de Gaza
mais a Ucrânia, Guernica, Araguaia  Amarildo, e todas elas  más-Mortes
andárias nas vossas mãos pluri-Imundas, eis  barulhento o tropéu
dos gafanhotos-Zebus  escalando o Abismo, tangidos pelo Dragão
pra riba de vocês seus putos, não tem mais  Portela
que livre os seus  esfíncteres  Empedernidos!!!!"____

(Assinam como profetas dos primeiros Três
Geraldo erê-Viramundo, mais  Gentileza e Bispo do Rosário).




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Montese(Soneto, inglês, desentranhado a partir de original de Constanza Muirin. Pro amigo Henrique Santos)

Deixei num albergue ao inimigo
a cantilena de meus cem rostos
eu mesmo queimei as portas da Altura
e fiz dos céus arnês-Carvoíce

era este albergue um quadro pleno de Árvores
erês brincantes nas cavalgárias  estradas
agora êrmas  de Hora  -  que o tal do Homem(sou ele)
foi feito à imagem dos precipícios

os precipícios feitos em rosto de amor
o amor em rosto de morte
a morte em rosto de Esquecimento
e este à imagem de Deus____

que tem cem rostos  no Homem,
posseiro em todos os espelhos.

domingo, 20 de julho de 2014

Soneto, inglês, nº 82(Desentranhado a partir de original de Constanza Muirin. Pra Constanza Muirin. E pro amigo Hugo Stutz)

Carbonário encanto nessas mãos Imensas:
de não mais que Indícios onde outrora
Pontes sobre oceanos  -  velas adormecidas,
órfãs  de imãs-Galera____

silêncio agora onde as árvores  gritavam Cor
e os pássaros vinham brincar de novos Brasis,
havia um lago de Pretéreas mães d'água
contando histórias pra boi dormir....

mas hoje a casa que Visto
não é a mesma do surrão da Infância,
fogem azuis pelo telheiro agora sempre
Cambaio, Noite ancora nos meus olhos - Porto:

mãos Imensas, inteiras
de leões sem asas, sem jubas.