sábado, 18 de novembro de 2017

Dois Esbócuros em Ré Maior(Para Luciana)

I)
Sou
mago, e Ponto.
Presclusro('inda água nas Ânforas)
pela janela 'sses Rafunchos de manhã,
em ré maior sem dúvida 
a Sinfonia. Lembrar__________

cemitérios gerais estornam
restos de Pouco. Vida(ask lááá nos Subúrbios)
é surfe nos entreDentes
do Mônstruro, há que se hacer
dela queda passo de Dança - foi Teeeeempo
em que malazarte Sobrava
no fluido Aceiro(da vida)__________
                    - (ATACCA) -

II)
Redes nela varanda seguem,
assim pijama em grã-lavanda vestido -
de empós Chuvoão 'panhado na capoeira, -

poema com seus cavalos evém, baixa, se junta
ao chupiço da caniça-abrideira_________

enquanto à Cor da conversa eu e Luzinha falamos -
de jaburus e da baixa do café - mas Também 
dela Flô destorcida que brotou no asfalto às cinco da tarde 

e toda Toda se espaverenta e inda nos põe
(das Cinco Salas pra dentro) esses cavalos migradores
que nos ajudam
a levantar todo dia__________

Ó rodas!! Ó grifos!!
Ahôôôôôôôôôôô!!!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Madrigal(Pro compadre Sérgio Ortiz de Inhaúma)

Nasci nela cidade dos homens
cujo crachá(de pernas cuneiformes) iscrivinhava
"Méier dos dois cinemas" - hoje olhoBório
queimado_______ so far away

de arlequins e da velha gameleira do avô, hoje
tida por morta________

terra coçada
e tudo é pedra perdida, outono é Mesmo

poncho de passarins
levando nos bicos o desmontuê
desque ficou moderno o Brasil,

gente não nunca Sabe
se chuva é poste com Lâmpada(eu bem Sabia,
dava azar deixar o terço
cair no Esfumo da pia).



Mais Estudo de corvos sobre azul e trigo(Pro Hugo Stutz)

Meu caro tiê que há tempos
não me autografa as goiabas aqui,
quintaréu__________

os laranjeiras insistem no informe
de que te foste, porque há tempos
que chove a cântaros n'alma dos homens 
e o verde que os zóio veste não passa
de gatos pingados____________

tarde, calmarente e rósea a nuvem lááá
encolhe como pergaminho pra gente ver 
os muros feitos por braços de urubus,
cá embaixo todos os postes

mijam cachorros que então relincham -
NEM ASSIM Amarildo me aparece de Volta,
antiga vocação dos santos é Jaburu no Planalto 
dinamitando a Memória,

sol da orla não 'carinha mais, trigo do corpo 
é cinzalhêra e num tem beato
que ressuscite as flores da véspera, aquela Inclusive 
que um dia parou os carros 
da presidente vargas___________

como não há mais Fuga, nem mais pulmões 
por onde o mar Cirandêie, repitirindo que os verdes
são pingalhuços por mais que chova nos hômi, 

_____meu caro tiê, querido e troramente grão-Ontem,
embandeirada esperança, ô meu tiê meu tiê.....

______volte NÃO.

Estudo de corvos sobre azul e trigo(Pro Hugo Stutz)

Nasci nela cidade dos homens, mundo
já não Cabia no Méier. Os dois cinemas
modorreavam com gotas em todas as juntas,
terra se Imove
mesmo à cantarícia das águas__________

corredores em Desespelhos desesperaram
por Fim - na molhada alma-pavio, a gente
empurra pros matos o paquiderme do engenho banguê,
cujos molares são moenda desdentalhada -
rés-fumaça que tampouco 
encorpa muito:

homens imolam as últimas árvores e nunca mais
os olhos porão sebo nas canelas
pra direção do Coração do Hóspede,
palavras que - braços-Márires no outrora-Tempo -
são cais desertos, desertos
na antiga mesa de pedra____________

o bosque antigo é choravão Resinguento,
barrício: altares remostalhados, mundo-Caim,
cambonerês dele Méier, hoje
ainda mais em Des-lastro. 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Canção Desabrida, em Si Menor/Ré Maior, pra vozes de muitas águas(Para Sarah Valle. Recomenda-se ler mais de uma vez, ao som do IV movimento da Sinfonia n.4, de Heitor Villa-Lobos)

I) Si Menor

Homens perderam o Braço, penumbraréu
dela Hora____________

                    (introduzido A -ma -re - lo!!)__________

______no Instante como escaléu de notas corridas, evém-Fim
de tribos rubras que à tarde 
inda vidrilham cor pelas montanhas
do amigo morto em setembro, mercê

deles verdugos(fardados pelo rey que aqui chegou sem nem orgulho 
nem cuecas, em 1808):

Grambéria grita pras árvores que neste Agora 
os canhoneio' trarão mapas pelas salivas,
flores relinchando sem cabeças e por acaso o senhor
pode me explicar estas laranjas
longe da boca das crianças??

Sem dúvida o profeta dirá que as nuvens
andam brancas de pássaros - excesso(sem dúvida)
das samarcos que os filhos da Besta(e da Puta)
escondem por entre as saias_________HORA 

seguinte à vigerésima-quarta,
penumbraréu 
que o relógio da torre avisa
desque era 1938 e o nosso ferro de Itabira clamava 
pela destituição dela ilha de Manhattan.

II) Ré Maior

____Ó fadas rindo, ó facetas de andaimes
onde geolhos 'joelham,

____Ó nascituras manhãs onde sou Vulto
mas tenho Sarah no lado Ímpar da memória,

____Ó Combustão 
de sanfoninas Anônimas que desde gramacho
trouxeram ventos de ontem co'as sementes Daquele
dia, em que os candãs da Criação 
irão respirar de-Novo___________

e toda explosão de febre Virá no fogo,
na água, na rosa, na borboleta,

nem mais Sarah nem Eu
disfarçaremos o Aquarmário das espadas,

Mekong - o - rio abraçará sem Pejo
todo dilúvio, novo Orferê
malunguissimamente.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Estudo de Laminura, n.1(Para a amiga Jessica Campos)

À beira de meu copo
noite alta mostra os guarís, canavial gasto
desde ela casca__________

planeta que ascende sobre as cabeças de concreto,
o róseo dos gases veste zés-Clóvis,
paletó-Cubatão
no JN 1983. À beira de meu caneco um
quarto, amásio dos Quintos em fumacê
e terra onde ninguém Jaz,
samarco - cemitério de rios, cujo efológio
não vem vestido de caixão.

Guarís iribam palavras, abelhas 
não mais domésticas, papel
que se tramonta em pedralhas, e o santo mártir
também láá vai sem caixão, embaixo
delas calcêlhas da senhorita Potts e o rio Eufrates 
agora Enxuto, canavial
também desde ela casca 
em Cupins.

Poema Eresfíngico, para o dia de Finados(Pro amigo Lucas Hombeeck)

Desvãos, que fundem plânuros de cobreú
sobre arcabouços parecendrendo andaraimes,
todavia esquecidos
no mei' do céu___________

barcaças náufragas o que são - de Cor, de mim-Mesmo -
onde aguandança de março tumbéim já FOI,
trazendo Vida nas asas, nos sótãos, nos ângulos
que não mais Hoje: HOJE, que é o mês 
do ano dos cem dela Revolução, vejo nos morros
sempre três a quinze eresfinges a verberar Ventanias
que bolem nas colunaças do templo 

(enquanto dos arquivos surripiaram orquidárias evidências,
as últimas, do milagre dos peixes),__________

o último Sansão que manopleou colunaças assim
vestiu-se de Beleléu - não teve
como reaver os dois olhos, nem o país,
nem o cu -

nem mesmo ela noite - esgalga, Seca, Ambidestra -
após empós: O Veredito, 
delas abelhas.