domingo, 28 de maio de 2017

Poemininho

Deixa-me estar contigo
junto aos êxtases dos pianos,
entrar pela varanda de teus braços
onde a Lua se perde em Espelhos,
onde águas retumbam,

onde Voa a lícia aranha cinza
e suas véstias de noivados... e Quêremais?
Sete pássaros de amor no quarto ao lado,
deixa que nos entrem as janelas
de nossas almas_________

deixa-me bordar como esta aranha
os fados - que nos Encontrem,
nos entrelacem corações e pernas,

nos levem
onde templários somente em sonhos
andarilharam...

sábado, 27 de maio de 2017

N.5

Detrás aquela aura paúra,
tanto d'Além, arárvores
dele último cabrôcho e Enigma -

gavetas-Décadas na vênus do catalão,
o próximo flaxflu será na décima-quarta 
lua de Saturno, enquanto jorge
é reformado por tempo de serviço
na lua de Cá_________

atrás 
da gênese, e dos quintais
o Semeador traz esferas e cubos,
evém pião
guarimú.

N.4

Jurás de borboletas e cacimbas,
padim Cíço me Diz
que renasc-ERÊ-i delas nuvens,
firmamento dos pássaros_________

de novo Erão
quando horizonte for história de Cantar,
e eu durma o sono da criança que Fui,
catatau das Esferas,
das planícies.

Cada átomo do meu corpo
já foi estrela-Confim
vidência à la cubos púrpuras,
infância às tendas de Quedar_________

que Enorme a moça me Chegue,
mãos dele-Tudo...

N.3

Olhei paredes por Tudo,
que os emboçôs eram Irene,
e Futúreos. Sem energia
para as braçadas de volta à praia...

eu nem porém não pensara
em tão milhór grão-Desfecho,
mas faz-de-conta
foi capengando pros Quintos__________

nunca fui Nada, e mais de-Agora
é tudo um Bró-2017, evém:

catira da Besta, cristo falso dos mares,
com a pata
do Dragão no ombro.

N.2

Pancrácia à noite - mutuca
de caça à beça, mas temporã,
horizonte: chegança de juraçã,
mãe d'água enxuta, 
caximbís manguando à perna
catatau, dos infernos...

Palhoça:
desesperança e desgraça, conversa
pra boi-de-chifre.

No pátio Imensa imundície, um bicho
catando entre os detritos(Bandeira VIU)
o de-Comê_________

             - MUTUCA -

em meio ao pó dos concretos
em meio à cinza nas árvores 
em meio ao NÓ no horizonte ONDE
caranguejolas do meu
futuro igual Bangu carampeão brasileiro
de futebol  - no pátio é Imenso

esse mais Nada de quem morrendo 
ainda arrisca não sei quantas Mortes...


CINCO BAGARITELAS - N.1

Noitácia. Um jazz,
pianeia sófti
junto dum sax,
vitrola ampéxia. Relax(sorry - verso pobre),

retinas,
disco d'Apolo Arrefece. Já foram minhas.
Neste ouro preto há Terlúnio,
quintal dos filhos de Hagar,
e dos centauros.

Ixe, que irijirê noite Mória! Setembro é esse
que não larga mão do friê... Revestrés

(flores esperam na esquina
o bonde, que não me Leva).

sábado, 20 de maio de 2017

O Escrivancista - II(Para se ler ouvindo o quarto movimento da Sinfonia n.1, em Ré maior - "Titã" - de Gustav Mahler. Dedicado ao Leonardo Marona)

AperenZár desses hômis
cada mais Vez parirem trôlhas de menezes-côrtes
e ornitorrincos fazendo pipi nos cactos e
mais bestúntias-Escadas e dólares escapando dos cús
dos podezentes na má-Brasília

AINDA assim tua Luz me Incandêa
e te proclamo Anjicos, meu Deus!!__________

não porque fizeste o sol presidir o dia
mas porque me ensinaste a Múmua
do sofrimento ser um Céu Aberto

onde se Adentra de empós Vasta Sombra,
de empós as piores tempestades marinhas
izembiadas por Walt Whitman cujo fatós Profético
ele Álvaro de Campos imorredouramente Acendeu
num zigurate de saltar pelos tempos.

O poeta que Sou celebra a raça do Eterno 
e dos borés cantinflantes a flautejar
pelas esquinas da Terra, e digo a todos
que acrediVISTAM-SE__________

sombra de Deus se alastrará pelos futuros
apesar das paredes - e os homínidas caminharão 
guiados na Estrada do Fogo.

O Escrivancista(Ao meu irmão André Ben Noah)

Antes d'eu nascinVir
o Deus que são Três cabeças permitiriu cavalões -
montando rócios de quatro pernas - invadirem Brasília
(meu pai tava noivo e num Desperônimoalento
bateu cabeça pelas Paredes),

um dia-Bólio de primeiroabril
que entravancaraRia(*) calendários durante 
vinte e um anos_________

porre de acordes Titânimos,
custaria a vida de Elis Regina 
e mais a perna do João do Pulo:
sererperente-de-asas cujo ovo-nólido Ecloridiu,
e o dragão ficou sozinho na lua
esperando ser morto pela vez Quilinjiésima.

Vejo trombones pondo as dentaduras pra secar,
enquanto virgulirinos despauterados
desanoitecem nos ramais da Central_________

ainda assim te festejo ó Deus! -
através das grades desta roupa, e vejo maio se abrir

(apesar das roseiras que as multidões anenCéfalas
pisoteiam, às cinco horas na aveniiida centraal
pariceiras - PARICEIRAS - apenas
nos peditórios de carne sem papelão 
e fla x flus)!!
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(*)ler a sílaba com UM "r" só.

Salmódia número treze(Para Luciana Moraes)

A eternidade do homem
se elânha(*) na ponte
entre o poeta e Deus:

os outros que lutem pela posse do mundo,
mijando em tudo quanto é poste__________

e a gente sabe que são olhos-Sangue
o que faz essa festa rolar, e não resolve,

não resolverá Núncara
a sede do Ilimitado, e nessa má parusía
Vergílio vai mostrando até adonde Derescem
os fossos que mais Desdobram
juntando braços e pernas desse corpândio
num queimaré para Sempre_________

pois É. Isso apesar de que Emaús
mantém portadas abertas 
lá dêsdere o primeiro Adão - mas eles hômenens
zigurateiam qualquer fla x flu

e a noite é sem desenho, sem montanhas, 
sem estrelas, nem flores deles anjicos a cheirandar
os espaços das ruas.
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(*)pensar na palavra francesa "élan".

Ponto de História do Brasil(À memória de Millôr Fernandes. Para Luciana Moraes, e pro meu irmão André Ben Noah)

Fim de tárdire, ocampos a perder de sangue.
Batalha das Tabocas decidiriu-se:
e pindorama há mesmo de ficar Aviz,
Calvinistas fugiram, cinquenta galeras
entre as pernálias_________

sumório dessa melhor de três 
é que hoje somos a sexta língua enfianada
nos grandes lábios do planeta. O mar,

a flor. A jangada. O zigurate de Ábadom.
Um gatinho faz pipi. A 15 metros Dalí,
pesadeirona, uma anerêmona-do-caxixí Flaterêja:

o mau cheirume
erode em gáudias correntes,

e a culpa é da cruz de Aviz_______

a culpa SÊMPRERE vestiolha os panos
dela cruz d'Aviz.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Petit Suruíte(A Luciana Moraes. E ao Hugo Stutz)

I) SOLEIRA(À mó de prelúdio)

A rua da padaria
desque era mundo o não-Tempo
andava na cabeça dos Três,

e a morte com guarda-chuva
eram flores peidando Alto
num elevário(sem ombros)
pela noite de barulhos espaçados.

II) SOLANCA DE EMPÓS A PORTA

A rua dela padaria verá o enterro passar -
serão cento e mais trinta olhorontes -
descendo junto do esquife, o luto
não veste mais preto mas 'inda assim
vai na cabeça um coro de surubins carpideiros_________

eu rapsôdo e fascículo
anoto os jingles, depois d'amanhã
um guarda-Péu de bata roxuda
dirá os améns Costumícios

pra se engolir com ossos, munguruntrapos
e sabiás tocando ele Schubert
pros moucos ouvidos do sementêr
lançado à beira do caminho
junto das praças com babarás

guiando carrinhos onde bebês arquivados
esperam dolentes sua vez
de merdejar nas esferas.

III) RECÉSSURO

No patropí jucás não querem morrer, renans ídem,
delfins definham velhices, pachôrrios -

e a gente encara a escassez de cataventos
rezando os fossos do Inferno - ebós Trossúdos -
onde eles todos Caibam
de cabeça pra Baixo.

IV) DE VOLTA ELA SÓLERA

Meus irmorões, São Mármaro e eu
vos desejamos um Refresquê
nela solanca,
'ssa vidonha. Bêêêsssta!













domingo, 14 de maio de 2017

Breviandário(Intermilúdio, para boré e fagote. Escrito no dia do meu aniversário, 8 de maio. À memória de Mário de Sá-Carneiro. Para Nathalia Pessôa)

Madrugandília. Recessionária__________
nevoeirenta
oronde a Noite nasciturar-se-á
por final: petição 

delas Contas, países fecham fronteiras 
e o tempo não mais se impõe
sobre trezentos joelhos_________

eternidade Chama do fundo
de rios machos - profundíssimos -
a sacudir esqueletos(misteriosos
carnavarandados)

corpo jaz OSSO - preso a espessuragens
de Outrúrias - cuja casa 
a terra-Fírmis dum beijabraço
foi chuva que jamais 'manheceu
no cântaro junto à fonte, que lá afinal 
era vidro e Quebrou - na cama há febre
e Cobra outra Vez_________

nevoeirenta, como essa Noite
recessionária, elas Contas são vestes
a dies Irae Adultecido

assisto: idades virarem cânha fumaça 
e nunca mais nascer árvore no céu,
courandácia
pariceirenta
pra... Núncaras.

sábado, 29 de abril de 2017

Estudo em Modo Cirandirinha(Para Luciana Moraes)

Nele edifício do mundo noitêra Evém,
crasseúda: ainda assim muita guimba
de janela Acesa. E são 
bandeiras, ipês de plástico,
pernas de pijama riscado__________

serão débeis sinais de vida que não iludirão
a morte. Mas há cabruncos que sabem Disso 
e se deitam e Dormem_________

lá em cima os Três transpiram alívio,
dão corda na lampadosa do Encanto:

ainda HÁ por aqui quem Saiba
que a lua apagueada atrás de
nuvens rombudas não foi roubar goiaba do vizinho,
nem dividir o átomo.

Historiânio em vinte mil quadros(À memória de Jorge de Lima. Para Luciana Moraes)

Era uma vez em Condeúba um buteco
feito pra acabar os homínidas - mesmo aqueles 
pra quem a vida eram ainda semi-garranchos
de seios amanhecidos.

No largo da carioca gravatas de 1 real gritaranham
que demoniões escancaram o Abismo 
e o bar é qualquer rua agora,
justuramente, Praticumbum: povoloréu
esqueceriendo as candongas, e as putas,

e demais fúcsias de levantar Âncora.
Era uma vez a pomba do grão-Telhado 
que desvestiu elas hélices e foi - de novo -
a guerra atrás das cortinas 

como os ladrões de Nossa Senhora 
que nunca mais ninguém Viu
nos chacos do Paraguai________

"_____Candinho 'ambora logo pra dentro 
olha as correntes de ar" - eu vi minino,
e era avô de se encostar(inteiro) num poste
país que é mais dos ombro' Ninhum,

era uma vez a serpente, e o pano Ornário
que vai Dar na serpente, era uma vez 
meu tio pregando fogo no corredor 
e na estante Totônio Rodrigues 
dizendo que era em São José,

escreve escreve, seu profetuldo seu côrno
escreve cartas aos rios -
samarco evém trazendo Cospíche
que nem as estátuas beberam_________

e mais além eu vi os anjos crescerem -
que este barquêto, país, cambúca, pocilga véia -
não é nem nunca foi pra amadores,

desnecessário dizer que as rezas pro Boi Zuzé
também não dão mais de comer às roseiras,

que aliás evaporaram
quando o sol botou Cabeleira:

e catabruuum era uma vez de uma Vez 
os homínidas.

(Escrito ouvindo "Momoprecoce", para piano e orquestra,
de Heitor Villa-Lobos)

domingo, 23 de abril de 2017

Diadorício dela sombra do Alferes(Escrito um dia após o aniversário de 57 anos de Brasília)

Madrugada 22 de abril. Intermédios sorobem sânscritos
até o pináculo do templo, vejo a marina
quando aparecem ao longe - bandeiras pelas cinturas
dos mastros - os galeões, trajando
as sete princesas mortas___________

Jerusalém quéda em chamas  à vista dos helicópteros,
e são locustas de ferro e bronze rinchavelhando Espadas
enquanto as ocarinas Desmaiam, sob Girões -  
pés cujas bocarras mastigam a prensa do Lagar__________

Brasília esfolora ao rosto
os mesmos coturnos que há cinquenta e sete Invernos
desossam todos os corpos na estrada que desce
ao largo das galerias, tempo que eternamente 
rouba dos olhos os Jardins__________

pela primeira porta
procuramos o último tordo, elas folhuras
das árvores nos ranham Sânguires falangicíntidos: folhuras
de anteriormente Ômnias de criançalha pariceirendo
águas Claras___________

passaram nuvens pelas cantinflas-Esferas,
e nela luz da folha imaginada 
cantarolamos Sambúcuros:

terraços feitos em postas
sobre os ladrilhos do Mar.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Coisarandança, n.0(Para Luciana Moraes)

O que o mar e o canavial não aprendem
é que o sobretudo anda com os bolsos Trirrôtos,
chanfalho onde se estinguem as Naus
bem antes do tempo da velhice_________

há mais enguias venenorosas nos porões do homem
do que as tevês cantinflam pros mungunzérios
que tendo ouvidos não Ouvem,
tendo olórios são Cegos.

Do outro lado da praça é Incêndio,
e ninguém lembra dos que têm fome e sede 
de Justiça, parece Mesmo que o gilmar mendes
despauterou todo asteróide em Contrário:

êi vai passar na avenida 
o ditirambo das últimas árvores bêbadas 
sem as matinas da igreja da geremário,
inadianta anoitecer Rápido_________

dispois da fuga do rei
eles eunúcuros armaram tenda no eirado
e não existe maria da penha
que salve as concubinas agora à mercê 
do general filismino parido pelo zepelin
e MAIS:

faltam galopes de pianos nos prados
e os jardins desvoam sem comando 
pelos oito mil quilômetros de costa,

não vai ter crisma, nem meninas com laço
de fita, nem flor no olho,
isso porque no planalto 
a pasta rosa é toda um CU sem umbigo_________

o que ele canavial e mais as Vergas do mar
nunca jamais saberão é que nos duros da gema 
este país anda gigante e correndo 
prêles gramachos da História.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Um conto sobre trigais e cores vestidas de Ontem(Fandango à mó de 'celências. Para Luciana Moraes)

Daqui de dentro o sol 
é pouco e não vigem mais das paredes
anjos-fêmeas a apontar seus braços em cento e nove direções possíveis_______

e eu não perderia as cores principais
e nem dos trigais a estrada deixaria de bacorejar uns cóses de Última Saída:
viver seriam caninderés de quadros 
que meus meninos pintaram pra bendizer o avô - se OUTRO tivesse sido o pai mostrado por ele ao desbastar a
grã-caverna das Solitudes_________

daqui de dentro os sóis não mais Brincácia de orabelés, agora vejo apenas 
as nuvens dum protopróximo Inverno
que os tordos trazem nos ombros
e no vozerio de pós-infâncias e cristais de cirandas, agora cores espalharadas
no chão da casa das paredes sem Roupa.

Desdouro(Sem torniquetes. À memória de Mário de Sá-Carneiro. Para Melissa Cathaldo)

"Aquele que não tem como chorar com alguém é MALDITO"(grafito num muro qualquer de Jacarepaguá)

Às margens dos rios de babilônia
desvisto o que não é delírio, nem fruto 
do último x-tudo comido às quatro da manhã 
no podrão da Lapa_________

chuva Mara naquele ita(número Trézimo).
Rios têm cinquenta mil dentes 
de por inveja no fio das lâminas que Madame Satã
guardava preles mal-concertados.

O cântaro virou cascalho e mesmo ela fonte
é manchetê d'anteontem. Sem carnegão,
sem móres
convalescenças.

"Às margens dos rios de babilônia" Inexiste
aeroporto em frente.
Não há família se despedindo. Não há Paris - nem no ano 2000 nem NUNCA - muuuito ao contrário, reverso
de um revirado à solta aos galopes,
paredes Nuas__________

'stão todos(família) nos amarélios do pulcro álburum,
unissonamente a me chamar pra mode
tomar assento.

Rabisco de Oganindés(Dedicado ao Túlio Cecí Villaça)

Madrugada de onze de abril. O pesadelo 
é o mesmo de Sempre - começa
por um friúme no espinhaço do espírito -
certeza da Infinitude
dela ilha de manhattan. Depois 

é aquele planalto - verdamarelo, gigante -
roído por urubupungás que desarandam na porta
das caratingas, e dona esperança 
é toda Passado, que nem educação 
no bom tempo dantanho__________

quando era Flor o alúmio nos zóio Tudo e os generais 
só montavam cavalos de quatro pernas. Não havia
câmara em exercício, e os versos do poeta Grande 
não vinham nos jornais como galhofa.

Os rios ficavam lá embaixo, no fundo das pontes
e não chamavam ninguém 
pra ver misteriosos carnavais.

Hoje - e este "hoje" vem durando um tempaço -
os urubus tripumbam pungás nas casas de
quase todos, os horizontes não há quem deles 
se achegue - andam enrolados nos carretéis 
do São Nunca, certamente o santo
mais Odiado no calendário 
dos credos todos________

olhando pra riba e em frente 
o lugarzim da chegança - há muito se Sabe -
é o Mêrmo descoberto pelo Raul
na fórmula pluct, plact,
zum.

domingo, 9 de abril de 2017

As Incelenças(Estudo, sobre eleições, e outros roncós Cabamúndios. Para Luciana Moraes, e também para os amigos Rafael Zacca e Daniel Grosman)

Maravalhas e cóses
ver trançadura de zirílios Vidrilhos:
assim desvejo qualquer rosto de primavera 
neste país, onde por Tudo e desde o planalto 
faz Noite________

São Paulo de corpo Inteiro(e o resto da federação)
parem giras de tucanatos nas eleições - ê Virgulêra
tipo ebó-Cabamúndio!!

O sobrante nas algibeiras
sabe Pior que vinterém 'zinhavrado: Inadiantam

rocinantes que falem inglês e flaterejem
medalhões de honorício se nas casacas passeiam
ratos gigantes, que Roem gente 
e a esperança mais Dentro delas________

São Mármaro foi na emergência do hospital da Posse
após tomar uns ácidos verdamarelos
e a bad trip versar sobre tucanos de quarenta andares,
cavalgarados por demoniões de sete cabeças dez chifres 
e sobre os chifres nomes de Blasfêmia_________

trançadura sem Espelhos de cóses, e Pronta 
em pranchejar Fogaréus:
sem reticências.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Noticiário felizmerente sem sangue(Ao compadre Israel Chaves)

Os meganhas - eles dois três -
mamulengos do Crazumôto -
entram em bonde no táxi,
pensando ideias de Jeríííco, e o pobre
do motorista já se vê
nele Piáu do leiteiro,
outra face dessa moeda Incardida
que é viverer na cidade - maravilhosa 
só nos Lembrúrios dos cabrunco véio__________

mas acontece que eles anjos dos Três batem ponto
também na estrada das canoas, o próprio santo - Conrado -
às vezes desce pruns chopes com os maraváio',
disfarçarado em mestre-de-obra
piauiense.

Os Anjorões - morenos, bons, brasileiristas SIM -
'rranjaram "blítes" dos hômi
onde normalmente não teria,
provando SIM que às vezes chifre se Dá
em cabeção de cavalo_________

e o meu compadre Israel foi poupado
de vir na capa do meia-hora que nem o leiteiro 
em 1950________ moral da história 

Os Três candongam conta
de olhar por Tudo, e por Nós.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Sobre a Insônia dos Nós

Segundo alguns o Mundo foi tirado à força
dos labirintos de Antífiles, depois de Prometeu decifrar 
os alfabetos ocultos no sono das gigânteas girafas________

foi mesmo o início da insônia dos Nós -
que desdantão vêm costurando Paredes na alma
de tudo e todos, tributo - também segundo alguns -
à ousadia prometéica de bulir nos farnientes
das eternidades, rinocerontes
no escuréu deles cantos:

são as manhícies dos Beleléus porvindouramente!! -
que virgulinos alados trarão junto das carcaças
dos bois descendo o Tietê, Moarmárvores
e os parabelos, vidrilhos-Mortos
dos móres-fogos que nem Vergílio alumbrara________

a insônia dos Nós é MESMO a fazícia, a demência 
que desmudou os homens em gavetas de bocarra Aberta
e mulherêins nevoentas putrefaciendo
nos costanéus do Horizonte:

_____música de Crudelíssima Sombra!!! Um mesmo anjo
apagará os espelhos e varrecenrá para sempre
eles topázios dos amanháries, ficando as órbitas Rotas
nos palantins da Memória.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Desbacorêjo(Parceria com Luciana Moraes)

Roseiras dando-se as mãos,
sangue em réstias de composições:
o olhar cúmplice Maniqueneia cem pássaros 
às prateleiras do céu_________

vem ordem dos Três cá pra baixo,
esquecer as vírgulas e transformar em AVES
os últimos vagões de bauxita
vestidos com as mesmas roupas de quando
os bandeirantes fundaram brejo da cruz
sobre carcaças e centenas de flechas -
onde não cabe
o espaço de um sol________

continuamos perdendo em comida 
enquanto Crescem eletricidades com pés gigantescos,
cabelão 'sgadanhado, olheiras pêlos
pra Fora:

brotam delas Cagarras a besta de sete chifres 
com três erínias em cima, Nenhum sinal
da volta do filho pródigo.

sexta-feira, 24 de março de 2017

SEM

Noite, quase dez horas.
A padaria que tem gosto de sul assenta
em padre miguel. Estou na mesa dos fundos
assim mei' Bó, 
mei' Sá-Carneiro em 1915.
Não há no ventre das cucas vestígio 
de cerebelo - embora se diga que a farinha de trigo 
é mona da quarta dentição, coisêra
assim calânia e pernaltares
descritos nas visões de Ezequiel________

há mais nas dunas de sal
que as rodas e os seiscentos olhos
dos quatro animais viverentes
e a mór-distância entre o cerrado 
e a ponte rio-niterói - há por exemplo 
serralhas florezenstais
dessa tristeza Disgrâmica servida em postas
na padaria que tem gosto de sul
e que não larga as bráçaras
delas cacundas de Mim.

Quem me convencerá que não sou Mesmo
'ssa anedota careca de gaivotas, esse Ralêjo
onde ponticam notas resiringuentas
de alguém no ventre das cucas embalaradas,
e como elas Sem cerebelo nem festas,
sem tapoãs e tardanças,
sem crédito no florista e mais Pior_______

más sanfonas
atravessando a Novena.

sábado, 11 de março de 2017

Antífona do Arco(Modinhê num cambaiante compasso. Para assovio e ocarina. Para Luciana)

No Alto que procuro - cocuruto
dela montanha -
o rosto dos Ventos
gênese 
das águas doces e vagas
de oceano-Apronto
achado em nuvens de além-páginas Espessas,
sono também das pedras, corpo
aos jades Infinitos.

Neste Alto da montanha 
mais Instantícies
ver tardes circulárias Ruivas,
cós da púrpura,
mármores de Quirimã
terraformada em têmpera
assinada à Fogo - fogos de árvore 
em mais de mim-Refestério

Cume
que por edifício é fala sânscrita e Silêncio 
todo Horizontes________

nos olhos-Noite
da moça, fada
de eternidades 
onde eu-Trezentos 
achei repouso, post Tenebras
(as mais roncós, Macanudas).

sexta-feira, 10 de março de 2017

Torniquerête(Elégira n.1, para violão e fagote. Para Talita Stutz, e Hugo Stutz)

I)PRELÚDIO
Diagnosísifo: a plória marangarzana
avelustrou trancóses e monstros, móres Sombras
do Avesso imposto ao país
desque foi Golpe em Brasília, e dessa vez
sem newton cruz a cavalo(cagando Roto e redondo). 

II)PONTEIO
As vozes lá do Planalto
são jaburus que o povo engole em grupos 
de oitenta, e cá na areia
Oscar morreu e o predício
é gigantesco saci de sessenta e seis pernas__________
só vai à Merda, e olhe Lá.

III)MACUMBA
No congressório temos bancada da Bíblia,
e lembro(puto): Mãe Menininha sabia Mais
quem Os Três são que esses apóstolos e semideuses
que malafaiam almas e dólares 
nos cus, a sinfonência nos enteronces
dão notas resiringuentas cheirando 
a chifres de Washington - ilhotas de Más-manhattans 
brotando até depois de Nova Iguaçu.

IV)RECESSIONÁRIO
O istrupício desse resumo
são mombaças de cirandas Perdidas, enquanto alembro:
povão bovino corno Distroncho nunca tomou Brasília 
de assalto, e nem se Avoa ou flutua, desnudo
de costurões e Horizontes.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Estudo sobre a Memória Contínua(À memória de Heitor Villa-Lobos. Para a Mindinha Luciana, e para Alessandra Franco. E pro meu irmão de fé Marcelo Reis de Mello)

Ali, no paredêmio(*)dependurado
sobre cordéis girolírios
quadro, safra de 27:
boitatá musculoso ampara uma harpa-sofá,
os butucão porta aberta até às fraldas
da serra de Inajaróba___________

carrapeta estridula, Saturno desce do 174
levando a professora morta. Pra que o relógio 
possa falar e aquela nuvem desça até 
o jardim, e tigres subam o muro,
braço de mar

maxixamente aleitarando Vanhácias,
hominidade outonal, lá vem manhã, pariceira
em garoa...

Mas ele quadro puxa do alpendre uma breja,
última lata pra Bater: o velho, sabe aquele velho

da casa Rente? Era o minino do trem,
nos idos de 27_________ no banco ao lado 
um zabelê-Cabeleira(**)cheio de urutaus pelos bolsos
tomava notas, transcendentário, Futuro__________

depois quimeras uiaras oxuns-de-Rio
saindo dos paredêmios liriogirantes
como andaraimes,
ela memória, catiça,
Continuamente....

(*)Paredêmios: paredes.
(**)Heitor Villa-Lobos compondo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Variante sobre um Poemadrugatício, de 2011(Pra Luciana Moraes)

Num ponto da vinte e quatro de maio
aos dois pras três o posto bê-érre:

madrugada Intardece. O poeta
assiste à bebedeira dos carros - táxis,
na maioria.

À mesa um des-estílico Pimpinelado,
junto ao livro da Florbela Espanca,
adquirido no Catete, ant'ontem.

Outono anda crescendo no retrovisor, minha estante de livros
fala em saxofones Gigantes

de 1930, no Curvelo o poetaço anguloso
chamou o cara de Juiz de Fora
de bicho-da-seda. __________

Eu penso nas viúvas de hoje
(que não jogam verdes na Bolsa), e nos pianos
antigamente encontradiços nos rapeús(*)
dos bairros de Olaria e Ramos.

(*Rapeús: casas de funcionários públicos de baixa graduação)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Paisárge, n.1(Pra Alessandra Franco)

Quinze pras cinco
nos roscófe dos pulso: café chumbado
queimarandando goelências, rua
do catete, janeiro avança,

vão Nevoências na cidade dos homens, bestiários
que vendem jornal. De repente Cabruuuum!!!! -
as amendoêra - tendo avecê
nos Chuvarão que rebenta. Gente salta, num susto
'proveita e desenha no chão 
letra de capoeira. E foge,
com sessenta pernas__________

a freira que passa e vai bem capaz de pensá:

"nada como um Sustaço
pra cervical 'mpedernida
dos cabroléu - sebão nas coxa(e canela)
e peeeeernas pro Outêro da Glória,
serão seis horas 
logo: de Vórta
pros Quirieleissão."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Quatro Paisarandagens(Para Luciana. À memória de Mário de Sá-Carneiro)

I)
Água: pássaro líquido 
em paredêmias de vidro.
Mas os lábios são flácidos,
extensorões dela Noite
cheia de Olhos, e são rainhas
desfolhando ipês
na geremário às três da madrugada__________

II)
Pedra: faces
do chão? 
Nas poças d'água
Pluvíona
os pombos não veem gigantescas aléias,
castelos desespelhados de suas Jubas, 
moinhos sem pás, Antijiranas
desertas.

III)
A forma do lírio
é dor que não sabe que Dói,
sol dobrado no bolso, cinzalha
dos cantochões.
A mão Sonária das nuvens
passa em revista as sombras
a projetar Helestátuas
interrompidas:
                             (Atacca)
IV)
e se aglomeraram
junto d'outras raízes. No pátio 
um dos meus eus sacode 
cisternas de tempo, música surda,
vida-Névoa, Ampulhétia_________
não Chega para um rosto comprido,
de tão
gris-Morto...

Preludiêto

Anfiontes errara o rumo do flarismeu que era
 a Única saída
 possível___________

as corredeiras embricavam sambas e prequetés de anódinas Ivês-Serpentes que do alto das amuradas bradavam Tântricas

o Beleléu
das últimas paletas ainda machucaradas
com o rosto do sol Restante....

domingo, 22 de janeiro de 2017

O Lago dos Estinfálios(Estudo n.1 para as Grandes Neblinas. Pra Luciana Moraes)

Seis rocinantes devoram morros
na grajaú-jacarepaguá. Vislumbre
dos totens de Manassés filho de Ezequias,
onde o princípio e o fim,
feitos de carne e Antanho________

mobliterançados, restauradiços Somente
se promontórios faróis farfalhejassem pro mundo
o Vento que estilhaça o país, mas nos Invézes
Brasília anda apagando os pássaros.

Sacudo tapeçarias, pauís ravinas e antares
caem do céu cacarejando aristarcos,
pedras num campo aberto machucarando as árvores,
sangrando homens e mulas, trigais e anjicos.

Há velhas cartas depauperadas
onde as casas chumbeiam,
há cinco horas em todos os relojecos
e todos batem dentro dos peitos nas filas
do salgado filho, nos Morrencéus dele hospital
da posse, ali, barranquê daronde escondes
tus ojos, porque lá temes
que entre uivos e chatôs Roncolhos
os totens de Manassés te mordam os cernes
da Alma__________

caberenceiras cortadas Rente,
casas que o mar Deglutiu.





sábado, 21 de janeiro de 2017

Esboço à mó-Carvoíce(À memória de Zygmunt Bauman)

A vida-mona anforizou-se em plástico,
mornidões sépias de antofagastas Falsêlhas,
corredores de gigantescas asas,
as mais Inúteis porém - não há pelos papéis vergê
nenhum esboço de janela ou porta_________

Inexistentes os rondilhões de Pulcrície
que taralvez me Entrigarassem planícies,
onde eu voltasse com meus braços 
na mesma balsa que trouxe o filho pródigo à salvo,
junto dos sobreviventes 
de Sobibor:

mas em vez disso 
eu vi Fugindo aquele sol da tarde
virando as costas às janelas do mundo,

e a vida(Avara)
descustipíu todo xibíu Contrário,
evanescente
qualquer ebó de ver-Norte...

A Casa em Jacarepaguá(Cantiga de roda-Avêssa, pra contrabaixo e flautim. Pro Sergio Cohn)

A casa em Jacarepaguá 
recende a mato, e Cansaço.
Por mais que me enfiasse sob o lençol(graças ao pai)
imagem foi sempre de uma cabra
chifrarando a parede e Sangramentando
as bochechinhas com alfinetes:

bulbos de porradaria atlântica eclodindo Fartos,
junto das órbitas dos olhos.

Precisamente no mar do acorde si bemol maior 
as criaturas sem Dorso avançam pelo meu cérebro
sem mór-Defesa, eu que aos meus dezesseis
bebia toda Angústia da medula__________

estrada Pós-Lumiar: cabelo Roxo e morte por Nome 
no entrevério de agostinho porto a seis quilômetros 
do Nunca sob as lanternas da policía Mandúcara,
os signos todos touro sem terno Pronto,
e a mãe(que Não retornará) vaga seus choros Órfãos 
na antiga quinta deserta, e candangamente
tinha o tamanho dum país___________

quebrei cervejas de vidro - eternamente Inimigas 
da velha e baça lanterna a Esfregarar no focinho
a casa em Jacarepaguá, que Fede a mato,
e(Culpa do pai) mór-Cansaço de Tudo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O Livro de Eclesiastes(Pontacabeçálhu. À memória de Zygmunt Bauman. Todóroa Preludienta, para tuba e tantã. Para meus irmões André Ben Noah, e Laura Pires)

Sabença Véia: 
no espaço dos interlúnios
naufrágio é tudo que brota das árvores 
(chuva lambuza bichos muito entretidos
em lamberer meu Ossário).

Inadianta acreditar não haver porta-aviões 
que nos invadam pelas veias do Leblon,
isso porque ela paz faz É Tempo:
não tem mais rosto de pomba__________

bem na cacunda do grande quintal
soturno edifício Sobe: acabou-se, Brunhária,
a vista do mar.

O céu em certos dias já produziu verões
de carreiria na areia, Infantícios nossos.
Hoje tão querendo pôr muro por Tudo_________
do México a Nova Iguaçu,

tempo de não se ter louça pra bocas desdentalhadas,
que isso já deu muita urticária no deus-Mercado,
e seus ulisses agora batêro - martelo e pezinhos -

"diminuam-se elas bocarras
com menos de 32 dentes! Novus Ordo
Seclorum!": entra em vigor na data da publicação,
descartadas todas as árvores(mas todas MESMO)
que não parirem Naufrágio. Satiricão, Véia Sabença
ali no duro, Durango.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Polichinélia n.1(Estudo, apronto-Corró. Para Luciana Moraes)

A serra do rio do rastro
fica lambaixo no Sul.
Eu nunca fui,
mas nem por isso dou pé lampeiro
pra boca do poraquê__________

inda é preciso Nascer
pro Rosto das manhãs de neblina...

O mar a flor as cores todas da lua
bem cabem num almanaque rebolado,
enquanto eu cismo nas construções dele Tempo
e engulo ostras em grupelhos de vinte.

No grajaú Luciana adormece,
um girassol brota Gigante entre os seios
e os anjos-aviões vão a galope 
contar no ouvido dos Três 
que na esquina chinfrim Dasamérica
um novo espírito suspende a lâmpada do Encanto 
pra Gáudio dos terraços do mundo.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Rodopiaréu em forma d'Antífona pro Dia de Reis(Para o Órgão da Sé de Mariana-MG, saxofone-soprano e fagote. Dedicado a Hugo Stutz e Alexandre Durratos, e Emanuela Helena)

Penico que se Prereze
também fossilha e Cabunga
à solta na grande escadaria,
enquanto o vento varre as sépias Folhudas
e grãs-cortinas e Chincalhões nos retratos
cozidos ao paredê desque foi Fico
aquele dia janeiro no Paço dobre
dantanho...

ainda é verão deste lado,
maculelê no Intó palácio dos pássaros 
tirado aquele assassinado pela flecha-de-fogo 
(e a gente Reza pra não ser o Uirapuru)

os muros ardem com a vida antiga,
ardem no sol Munguélo
além do bailarino sem ácido
num rosto de cinquenta olhos,
mas foi em Olaria(na rua Pixinguinha)
que escutei que este ano NÃO VEREIS PRIMAVERA,
crianças Órforas deste país Golpeado___________

são Roxos os fins de impérios num céu de amásios Carvãos
e acordarei sem Cores
para os pássaros que virão,
porque nas águas Turvas da enchente 
os últimos penicos Morreram, e rolam juntos -
no torvelim-Correnteza -  com bois enormes,
mortos desque Eles Três 
rasgaram a eternidade ao Meio.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Salviçorôntio(Oração Vespertina de São Mármaro. Para Luciana Moraes, Mindinha)

Salviçorôntio de mais um dia
abro nos horizontes o antigo Livro dos Mundos:

os doze antigamente Chamados
são gigantescas estátuas por onde o Vento
faz tilintar as chávenas de chá
e a fumaça das chaminés de Bangu

a estrela Altáriça se levanta no céu 
ao mesmo tempo em que os Três 
contemplam os zifeus entregando o rei Davi
às garras do Beemoth da palestina,

onde outros pescam esfirras de âmbar
no fundo do Velho Mar.

Apolo vai se deitando - procusto - 
no quarto, amásio duns Quintos
já nos cangotes dos homens________

na profusão dos espelhos Verejo aranhas
com seus bordados produzindo átomos,

e me recolho, no beliche do planeta-Navio,
a memória pendurada em postas nos horizontes,
salviçorôntio - apesar de Mim - da ladeira 
de mais um dia.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Ritual de São Mármaro pros exorcismos Definitários do ano 2016(Pro Sergio Cohn, e pra Luciana Moraes, Mindinha)

Pai da Eternidade, querido Hóspede : é Vívido
que há muito aturas meus ossos, esta caveira
enferrujada e trôpega, aboio
de chuvêra braba - bem daquelas de rola-morro. Misererére.

Procuro ainda o cernêrio
que me leve aos jiraus de mim-Mesmo 
enquanto o resto dos sacis filhotes avança sobre camelos
(tão Rocinantes), e o sânscrito dos "sábios" persiste
em não se abrir em floradas aos jardins dos Simples.

Nos pés-de-chumbo da serra a gente encosta nos outros,
esmolando Cor_________ árvores olharam Todas 
pro mesmo lado que a estátua-de-sal
olhou no Chile em setembro de 73,
vaso chinês que se move
e no entanto Morto, isso desque os primorórdios afinavam
os tamborins da bateria da Portela, eles também 

confins de Mim nos cocurutos
da grajaú, e os aguaçais seguem Sentando, meu Pai,
os cascos em tudo quanto foi manguarí
deixado em pé após o Estouro do mundo_________

Senhor de tudo, Vós Três bem vedes
que amanho pedras e as transformo em palavras,
sursunCordário, ainda crente
nos haustos Roxos que de Vós me vêm num sacundê de cacundas,
arauto-Eu
do sopro que de Emaús, deeeeesde LÁ
segue Abraçando os homínidas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Paisagem Córvica, n.1(Pro Rafael Zacca, e Patrícia Vital)

Candências de maresismos
aquela margem de lua minguandescente
e no entanto o Último dos itororós,
risândolas de promontórios
sem água nem Cavalanos__________

apenas escarpas multiagudíssimas
e nosso fardo de carne desejando Cova,
gente acorda no inverno 
e a cidade são Mussuês
retalharados ao vento, os bungos todos
cortados Bem pelo meio:

obala-lás confeições
e cabras-Fraque nos gravatás
onde alma-Velha se Acaba que nem os dois
na Serra do Rola-Moça___________

que nem ele, João da Matita
e as telas perdidas do Crariberê.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Cantiguirinha Alfazêmia(Para Luciana Moraes)

Manhã de novos soprares, dois mil e dezessete deles
 sobre a cabeça das nuvens.
Tons de rubro descem a copa
das árvores. Alguém sopra
as últimas estrelas. Mais uma vez se adia
a volta do Cristo das gentes,
os Três vestem de azul
esta manhã.

Pássaros sacodem guizos
enquanto assoviam oboés. Pelo teu quarto
estátuas de pano bocejam,
esticam os bracinhos, à espera
dos teus olhos negros.

Ao longe o mar se espraia em línguas do P
enquanto sonhas com pés de Vento,
e teus lábios sorriem_____
cinquenta demônios verdes caem duros,
transfeitos em pedra.

No céu poucas nuvens
andam de bicicleta, São Pedro
deu folga aos trombones, cá no jardim
girassóis que plantamos juntos
retomam a dança interrompida.

Olho teu corpo 'inda adormecido:
a linha do horizonte abraça a vida
que ainda não Sabes. Tempo de semear
pianos nos jardins do Mundo_____

pois somos dois espíritos moços
que andaram nas caravelas
e na cabeleira dos ventos
despenteando elas árvores. Em Ouro Preto
os anjinhos barrocos do Aleijadinho contemplam teu rosto
(a Virgem te surrupiou um retratim), apaixonados todos,
doidinhos pra se desfolharem
no teu colo.

Nesta manhã caminharei de Volta
para teus braços, onde homem e mulher
são UM______

onde subimos escadas
de tapetes submarinos
até que o céu e a terra se abracem
num grande aplauso de fogo.