domingo, 30 de julho de 2023

Antema pro meu irmão Arthur Bispo(À memória de Mário de Sá-Carneiro)

Certa voz na noite ruivamente
dá no cÔco dela porta da caverna -
"que fazes aqui, Elias??" - vento Rói as

unhas das manoplas das penhas em
par-de-dois co'elas-Nuvens fogaréu de ilaras Sômbruas

onde farfalha o ofício humano
a fecharear a ultÍma porta,
pripyat soando alarmes de violinos como
chuva de virar canoa de Araguaia a
num ter mais os Ava-CanoÊros_________

vejo estrada-Irmã a por teu Manto da Apresentação
e os comedores de batata do Van Gogh
ocupando mesmo trono cuja tez Terrrrosa
irá julgar os vivos e os mortos - aliás como disseste aos

centuriões dele mosteiro de São Bento, e
MAIS disseste - "vós matastes os São Mármaros
e o profeta ÊH! ficou Só, sem as sonatas
de Scarlatti"_______ essa Voz que dááá na noite
ruivamente Flâmea busca os Seus

à porta-Jâmbrea da caverna, à mÓr das
fossas marianas dela ânfora na Fonte, ó
Parúsia________ teus erês esperam
pelo Corpo da Nova Manhã.

sábado, 29 de julho de 2023

Poema sobre Elefantes(À memória de Mário de Sá-Carneiro & Anton Bruckner)

A arte que pratico é Íngreme
e 'scondistÁdos nos Sonos vão meus Pássaros
que são ao mesmo tempo água e pedra,
pêra e gérgelim como um

gruPÍOlo sobre a têmpora apara as próprias
estrelas________como um VORtícino onde o
sinédrio num outro enredo cantasse Hosana! - 
e recebessem o que pra Eles
foi enviado primeiro _____ mas sexta-feira

é Depois e o mês de maio Sequóio a
cravelar pelo epigélio dos cantares-de-amigo
onde elas todas mãos -do-Vento dão

semente pra lOOnge, ábacos de Antares,
rastros-AAnjos e mais pernas de cinquenta andares

a Habitanear Elefantes, rosa(em Tese) de 
salas-Trono, MAR de água em ânforas
nas tardes todas de empoado áporo
contradiTÔmbolo porque Sinfônico nas
vozes pluriTÂntalas de Catedrais que -

água e pedra, pêra e gérgelim - são Pôres-Sóis
esborniesCEntes num'Alla Breve em
Ré Maior, que fecha Uníssona.