sábado, 28 de março de 2015

Elegíada, em modo Sepúlcrino, fá menor (Pro querido Guilherme Gonçalves)

I)Prelúdio

Meu pranto nasceu cresceu
zambis-mucambos Inteiros
onde eram rostos-Jardins,
que meus xeréns zabelês  -  ipês de prata
Noutros céus de minino  -
fugiram todos correndo quando na porta da frente
mais Catinguda apareceu(mais adultícia, mais Férrira)
a tal da vida mais Vida.

Meu pranto roncou Vicência
nos aritís e Pandoras
depois que as águias da Noite
roncaram quintas mais Vastas
de amargarências e troles
rombudos gordos nos transcendês
ver diligências filisminas Malditas
rondós zaralhos não mais os lápis de cor
um dia maduros de Infância...

II)Incelênça

Meu pranto  -  magé-Barrício
hoje é meu vinho meu pão
mais pitéus de Nunquices
agora que Mara* as extensuras da terra
pra adonde meus olhos cornos
rabisquem rumos, procuras
e fuga à frente do Inverno_____

não vijo corças aladas
e nem Luandas de tambores-Sonhos
porque me fui troncho,
rabicho encôche ver negrumes Adultos
cós de estrupício mafaldo
maldito em tudo que é Dor
já 'maginada vivida
por leguelhés Fedentícios
mais catingudos nos cangalhés Sepúlcrinos.

(*Mara: palavra hebraica, significa "amarga")


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